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Dia Internacional da Mulher

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 23:15
Terça-feira, 08 de março



Ah, as mulheres! Por tanto tanto e por tantos séculos desempenhando papel secundário, elas, não faz muito tem começado a assumir papel de protagonista, e tem desempenhado muito bem esse papel. Incapazes de exercer atividades de grande revelevo na história da humanidade e consideradas inferiores ao homem,elas têm mostrado com sua atuação, que podem ser tão competentes e capazes quanto os homens em qualquer atividade.

Mas, apesar de todo avanço, a mulher ainda não conquistou ainda seu devido espaço, principalmente no campo profissional, onde, na maioria das vezes, ainda recebem salários inferiores ao salário dos homens, mesmo desempenhando as mesmas funções que estes.

Em muitos países fundamentalistas a importância atribuída as mulheres ainda remete aos tempos medievais.

Não podia passar o dia de hoje, sem postar uma singela homenagem a essas mulheres, mães, guerreiras, trabalhadoras, suaves, sensíveis, carinhosas, algumas vezes nervosas, mas faz parte da alma feminina, certo nervosismo de vez em quando.

A todas as mulheres, FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

Faço votos de que vocês continuem, cada vez mais, ocupando o espaço que lhes é devido e merecido, na família, no trabalho, na sociedade.

Abaixo, compartilho um texto de Vinícius Lena publicado no jornal Nova Fronteira.

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Dia internacional da mulher

Desde os primórdios da história da humanidade, em todos os núcleos populacionais, em todas as religiões, em todas as civilizações, em todos os impérios a mulher sempre foi considerada um ser humano inferior. Na chamada civilização ocidental que se inicia na Grécia, 1000 anos A.C., embora admitissem e adorassem figuras femininas como deusas: Atena, Ceres, Diana, Afrodite e tantas outras, a mulher tinha um lugar secundário na sociedade grega. Aristóteles dizia: “A mulher pode ser considerada um homem inferior”.

Na Roma antiga apenas as Matronas do Patriciado Romano, gozavam de certa regalia, embora forma limitada. A mulher da plebe, assim como a escrava, era considerada apenas objeto disponível ao usufruto do homem.

As religiões ao longo dos séculos sempre foram rigorosas em sua discriminação contra a mulher. Todas elas faziam de sua sujeição ao homem um artigo de fé, baseadas em sua suposta inferioridade natas. O Antigo Testamento a apresenta como um instrumento de tentação, levada a induzir o homem ao pecado por sua natureza ‘perversa’. No Novo Testamento, o apóstolo Paulo escreve em sua Epístola aos Efésio: “As mulheres sejam submissas aos seus maridos. As mulheres devem permanecer caladas em todas as reuniões públicas”. Por sua vez o Alcorão proclama: “Os homens têm autoridade sobre as mulheres pelo que Deus os fez superiores a elas”. Na lei corâmica os direitos hereditários da mulher equivalem a metade dos direitos de homem, e diante dos tribunais o testamento de um homem vale o de duas mulheres.

Na Idade Média, então, a mulher foi levada pela religião dominante de então, o cristianismo, à condição de bruxa, feiticeira e fonte de todo o mal. Milhares foram levadas vivas à fogueira. Somente no século XVIII, com o Iluminismo surgido na França, foi que o quadro começou a mudar. Entretanto decorreria mais um século para que elas começassem a ser reconhecidas, não apenas como escravas, objeto de uso pessoal dos homens como seres inferiores.  Eis que ainda em 1857 elas eram queimadas vivas, como ocorreu no dia 8 de Março daquele ano, quando um grupo de 130 operárias de uma fábrica de tecidos em Nova York, por terem entrado em greve reivindicando melhores salários e redução do horário de trabalho de 16 para 10 horas por dia, foram fechadas na fábrica e esta incendiada.

Este fato, embora na época tenha provocado algum constrangimento em alguns círculos, foi votado ao esquecimento até 1903 quando um grupo de profissionais liberais americanos fundou a Women’s Trade Union League, uma associação com finalidade de ajudar as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho. E finalmente em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido comemorar o 8 de Março – data do massacre de Nova York – consagrando-o como Dia Internacional da Mulher.

Contudo, o certo é que esta simples leizinha comemorativa não resolveria a questão contra a mulher, pois elas continuaram, pelos séculos afora sofrendo em alguns tipo de discriminação na sociedade em que viviam. No Brasil, por exemplo, o problema era tão drástico e comum, que foi preciso aprovar-se uma lei específica –  a Lei Maria da Penha –  que se comemora a  22 de setembro – que  rege o assunto e prevê detenção de até 6 anos aos infratores.


Por isso o Dia 8 de Março, não deve passar em branco, pois esse Ser Humano a quem tanto deve a humanidade, que toda e qualquer manifestação, pública ou privada que se realizar, será pelo menos um indicativo que hoje em dia, elas possuem uma lei que as protege e nem as recomendações do Apóstolo Paulo, em sua Carta aos Efésio, tem mais validade.

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