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A vida luxuosa de Eduardo Cunha em viagens fora do Brasil

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 01:01
Segunda-feira, 14 de março

“A burguesia não repara na dor
Da vendedora de chicletes
A burguesia só olha pra si
A burguesia só olha pra si
A burguesia é a direita, é a guerra”
(Burguesia - Cazuza/George Israel/Ezequiel Neves)


Ainda esta semana, falo a vocês da minha experiência pessoal neste domingo de protestos gigantes por todo o país.

Hoje, gostaria de falar uma denúncia que o Fantástico exibiu neste domingo (13). É sobre o “nobre” deputado Eduardo Cunha e a vida luxuosa que ele ostenta quando viaja para fora do Brasil.

Ao ver a reportagem fiquei pensando que; enquanto doentes gritam, clamam, e imploram por atendimento nos hospitais, do Rio, de Brasília, de São Paulo, e de todo o país; enquanto crianças no Maranhão se esforçam por aprender o bê-á-bá, em escolas de taipa, sentadas em cadeiras quebradas, colocadas em chão batido, em salas multisséries (diversas níveis estudantis em uma única sala), sob a regência do mesmo professor (eu citei o Maranhão), mas situações semelhantes se repetem por todo o país; enquanto os professores não recebem a devida atenção por parte dos governos; enquanto o trabalhador brasileiro trabalha de sol a sol para pegar meses de pesados impostos ao governo, aqueles que deveriam estar cuidando da resolução desses problemas, pois, teoricamente, foram colocados lá, no centro do poder, com essa finalidade, estão viajando, gastando verdadeiras fortunas, e o que é pior, com dinheiro roubado dos cofres públicos.

O grau de cinismo é tão grande, que eles, hipocritamente, quando não estão nas tribunas, falam de Jesus, pregam o bem e a justiça, enquanto, Jesus, bem e justiça estão bem longe de seus corações. Jesus Cristo, sabedor da natureza do coração humano, já dizia há dois milênios “Eles me louvam com os lábios, mas seus corações estão bem longe de mim”.

Na semana passada, assistia ao Jornal da Globo, e nele há um quadro em que o jornalista Arnaldo Jabor, apresenta sua coluna. No programa a que me refiro, William Waack pediu para Jabor fazer seu comentário. E Jabor não disse nada, absolutamente nada. Apenas pegou uma plaquinha onde estava escrito: “Que país é esse?” Em seguida, pegou outra onde estava escrito: “Que fazer?”.

“O que fazer?” É justamente essa a pergunta que todos nós nos fazemos. Parece-nos, não só a mim, como a todos os brasileiros com um mínimo de bom senso, que o centro do poder público virou um covil de bandidos, começando do topo. Denuncias de corrupção pesam sobre o ex-presidente Lula, sobre a atual presidente Dilma Rousseff, sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, sobre o presidente do Senado, Renan Calheiros, e ainda sobre ministros e assessores do governo, e sobre outros deputados e senadores.

Chega! Basta de tanta roubalheira. Queremos no comando de nosso país políticos, não bandidos. Ao ver todas essas coisas acontecendo, penso que o Brasil não é um país sério — com pessoas como o juiz Sérgio Moro, está começando a ser — mais ainda não é, pois se o Brasil, realmente fosse um país sério, nem Eduardo Cunha, nem Renan Calheiros, nem Dilma Rousseff, e o próprio Lula, estariam ainda ditando as regras. Eles já teriam sido presos há muito tempo, e afastados da política.

Quando será que esse políticos vão cair na real, e perceber que o povo brasileiro já está farto dessas mentiras, bandidagens e hipocrisias?

Mas vamos à reportagem a que me referi, e que o Fantástico exibiu na noite deste domingo.

Quem fez a denuncia contra o presidente da Câmara foi o procurador geral da república, Rodrigo Janot. Segundo Janot, Eduardo Cunha quita suas despesas nessas viagens com cartões de crédito pagos com recursos de contas secretas que o deputado mantém na Suíça.

Na esteira da denuncia de Janot, o Fantástico foi atrás desse luxo ostentado pelo deputado e sua família, nos destinos turísticos mais badalados do mundo, e dos restaurantes frequentados por magnatas, hotéis e lojas de roupas de grife idem. Esse oasis era habitado por Cunha, a mulher Claudia, e a filha Daniele, quando em viagem.

A reportagem cita que entre 2013 e 2015, a família Cunha fez nove viagens internacionais, sempre com destino a lugares luxuosos, como Miami, Orlando, Paris, Dubai, e outros de mesma natureza. Os custos dessas viagens totalizaram mais de oitocentos e oitenta mil reais. Apenas em Miami numa dessas viagens, no réveillon de 2012 para 2013, Eduardo Cunha gastou o equivalente a mais de cento e cinquenta e dois mil reais, em valores atualizados.

Os gastos que importavam em quantias elevadas eram sempre em lojas de grifes famosas localizadas em shoppings luxuosíssimos. Apenas no cartão de crédito foram gastos com esses artigos cerca de meio milhão de reais.

A reportagem continua mostrando os passos e gastos da família Cunha em restaurantes luxuosíssimos.

O que eu não entendo de modo algum é como um político corrupto como o presidente da Câmara Eduardo Cunha, continua presidindo uma instituição de tão grande importância para a nação. Ele já enfrenta quatro procedimentos no Supremo Tribunal Federal, em todos eles há elos que ligam Eduardo Cunha a desvio e lavagem de dinheiro. No poder, ele faz de tudo para que o processo de cassação de seu mandato que está no Conselho de Ética da Câmara ande devagar igual a uma tartaruga. Essa situação constrangedora já dura cinco meses, sempre com o deputado, e seus aliados, usando de sua influência e artimanhas para adiar a abertura do processo.

É isso, em dia de protesto contra a corrupção, mais denuncia de corrupção.

E eu continuo olhando para o alto e pedindo: Senhor, livra-nos do mal.

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