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Oração do refugiado

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:06
Quarta-feira, 09 de setembro

Heal the world
Make it a better place
For you and for me
And the entire human race
There are people dying
If you care enough for the living
Make it a better place
For you and for me

(Heal the World – Michael Jackson)



Senhor da vida, tu que estás acima de nós, no meio de nós, e dentro de cada um de nós.

Olhai por todos aqueles que caminham sem rumo e sem direção pelas estradas da vida, em busca de uma terra livre onde possam repousar, e de uma pátria que os acolha e lhes dê condições de viver seus sonhos e aliviar o peso da cruz.

Eles fogem Senhor, mas não são bandidos, nem salteadores, ou bandoleiros. Partem eles das terras que os viu, nascer, crescer, imaginar, perto de suas raízes, um futuro que não chegou. Fogem das impiedosas bombas que explodem, destruindo suas escolas, suas casas, seus hospitais. As mãos que jogam esses artefatos bélicos sobre eles, não lhes perguntam se são culpados ou inocentes, nem tal condição lhes importa. Perderam o respeito pela vida humana. Será que ainda se lembram de que eles próprios também são humanos? Ou será que que viraram máquinas de guerra? Com que finalidade, Senhor?

Lembra-te também dos que fogem de seus países de origem por causa da fome, que se faz voraz e exige saciedade. Numa sociedade onde o pão é mal distribuído, e onde as crianças choram de fome, enquanto uma lágrima escorre pela face dos pais que se vêem impotentes diante de uma situação que lhes corta o coração, não habita paz verdadeira.

Lembra-te das crianças, cujo sofrimento é ainda maior que o sofrimento dos adultos. Pequenos seres que recém-chegados ao mundo e já são recebidos com tanta hostilidade. Lançai tua luz sobre seus pequeninos corações, Pai eterno, para que a escuridão provocada pela ingratidão humana, não encontre lugar em seus corações, assim fazendo, Pai, estarás preservando a pobre humanidade de dias ainda mais tenebrosos.

Não te esqueças também de acolher em tuas moradas celestes, aqueles pequeninos, cujas ondas mansas, com gesto bondoso, vêm depositar nas macias areias da beira da praia, seus frágeis corpos sem vida. Estas mansas ondas ao trazerem para a beira da praia, vidas inocentes tragadas pelo mar revolto, estão como que a dizer: “Vede, homens insensatos, o que fizestes a estes pequenos”?

Quando estiveste na terra, no meio de nós, Senhor,  falastes às turbas sobre o dia do juízo final. Naquele dia, dissestes tu, que as nações estarão diante de ti, umas a tua direita, e outras a tua esquerda, como bodes e ovelhas: estas à direita, e aqueles à esquerda. E dirias então ao grupo da direita:

Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e destes-me de comer, tive sede, e destes-me de beber, era estrangeiro, e hospedastes-me. Estava nu, e me vestistes, adoeci, e visitastes-me, estive na prisão, e fostes ver-me.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? Ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? Ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me destes de comer, tive sede, e não me destes de beber, sendo estrangeiro, não me recolhestes, estando nu, não me vestistes, e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.
(Mt, 25, 34-46)
Eu, humildemente, te imploro, Senhor, ajuda essa humanidade, a encontrar-se nos caminhos da vida, e a perceber, que no dia em que todos se reconhecerem como irmãos, no dia que houver justa partilha, e amor no coração dos homens, a paz reinará soberana, para os seres humanos de todos os continentes, de todas as tribos, de todas as raças.




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