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Novas tribos, novos tempos

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:30
Terça-feira, 15 de setembro

Na segunda-feira, 07 de setembro, abordei o tema do uso abusivo do telefone celular, inclusive, em situações perigosas nas estradas e ao atravessar ruas movimentadas. Falei ainda que devemos ter o cuidado de não nos tornamo zumbis da era digital. Volto a esse tema novamente.
Ainda na semana passada, o amigo Zara, me enviou um texto retornando a esse tema e sobre ele nos convidando a uma reflexão. Acho que todos conhecem o ditado “o mundo na palma da mão”. Hoje, com a proliferação dos modernos telefones celulares, ficou fácil para qualquer um, em qualquer lugar, ter o mundo em suas mãos. Isso se torna como uma faca de dois gumes, pode ajudar o indivíduo a avançar, ou pode fazê-lo retroceder. Pode levar as pessoas a um considerável nível de comunicação e conhecimento que lhes proporcione um melhor bem viver, e os conecte com pessoas que os façam avançar e progredir mentalmente, ou também pode fazer as pessoas substituírem o verbo falar pelo verbo teclar, e o verbo pensar pelo verbo navegar. Ou seja, a tecnologia pode nos tornar seres humanos melhores, mas também pode nos tornar zumbis, escravos de um mundo virtual que cabe na palma da mão. Por qual das vias digitais pretende caminhar, a escolha é absolutamente sua, caro leitor.
Neste último sábado, dia 13 de setembro, não houve ensaio do Coral Pio XI, então aproveitei para dar uma volta no Shopping D. Pedro. O enorme templo do consumo estava lotado, pessoas iam e vinham pelos corredores a todo segundo. Ficava até difícil caminhar. E a economia brasileira está em crise, imagine se não estivesse... Passei na Fenac, e passeei entre livros, milhares deles, Cds, Dvds, enfim um saudável mundo do entretenimento.
Já estava na saída da loja, quando meus olhos se debruçaram sobre uma estante na qual havia fotos e vários produtos de Elvis Presley. Fã que se preze não passa incólume por algum lugar onde estejam expostos produtos do seu ídolo, sem que não pare para ver melhor, bem de pertinho. Fiquei olhando os produtos e, quando dei por mim, já estava levando para o caixa, o Dvd duplo, Elvis É Assim (Elvis: That's the Way It Is), lançado em 1970, e que narra os ensaios e bastidores da série de shows esplendorosos que o astro fez na cidade de Las Vegas, entre os meses de julho e agosto, do ano de 1970, alcançando excelente recordes de público. As apresentações no luxuosíssimo Internacional Hotel — que depois mudaria o nome para Hilton International Hotel —, marcava a volta triunfal de Elvis aos palcos. Nada mal para quem achava que Elvis estava musicalmente morto.
Após esse breve retorno ao passado, volto ao nosso presente mundo digital. Já de volta para casa, ainda nos corredores do Shopping, no corredor da entrada das colinas, encontro o amigo Welligton. Welligton, junto com o irmão Samuel, tem um quiosque no local, chamado, Welligton Lopes Gravataria. Aproximei-me do quiosque, e inicei uma conversa com Welligton. Quando chegava algum cliente, naturalmente, interrompíamos a conversa, e a retomávamos logos depois. O comerciante me falava que havia lido a postagem “Planeta de Zumbis”, publicada neste blog, e que havia gostado muito. Relatava ele, que nos corredores do shopping, a cena de pessoas se esbarrando enquanto digitavam no celular, é muito comum. Um vem de um lado. Outro vem de outro. E tão entretidos estão com seus mundos virtuais e particulares, que quando percebem já estão se esbarrando. “O celular é bom, mas tem que usar com cuidado”, acrescentava ele.
Tudo isso, sem colocar na balança os males físico que o uso indiscriminado do celular pode provocar, como dores no pescoço e na coluna, de tanto ficar com a cabeça baixa, enquanto digitam, e também as sensações de ansiedade, insonia, e angústia causados pela dependência do aparelho.
A seguir, apresento a vocês, a reflexão proposta por Waldemar Zaratini, mais conhecido por Zara.
***


Nova tribo
Por Waldemar Zaratini

Reflexões, fazemos isso a toda hora, ao menos eu faço, não sei você, caro leitor, que está dedicando alguns minutos de seu precioso tempo para ler essas poucas linhas.
Aliás, se parou para ler esse texto, certeza que fará algum tipo de reflexão, para o bem, para o mal, ou simplesmente se perguntando porque parou suas tão importantes tarefas para ler essas linhas.
Voltando ao assunto que iniciei com a primeira palavra que começa o texto.
Tenho notado em minhas andanças por aí, com meu olhar de fotógrafo sempre em busca de uma boa cena, apesar de nem sempre estar com uma câmera nas mãos ou mesmo tendo a câmera e não conseguir realizar a imagem de que gostaria, por N fatores que não vem ao caso agora, noto as pessoas com uma postura diferente, e nem sei se isso já existia.
Me acompanhem.
Sem precisão, mas recordo que não existia a profusão de smartphones que existe hoje, e que preenche a mão de qualquer incauto.
Popular, isso é, convido o leitor a reparar também no metrô, ônibus ou caminhando, pessoas curvadas olhando para uma telinha iluminada. Então, sinal dos tempos, e dos hábitos que vem junto com ele. Eu vejo e penso que são corcundas modernos, todos bem abaixados entretidos com o que se passa na tela e se distanciando do mundo real, apesar de estar nele.
Estão imersos dentro do universo virtual que o aparelho proporciona, já vi certa vez em uma mesa de restaurante, onde dois casais ali acomodados estavam de olho na tela, dispensando o real que era a interação entre eles, estavam mais preocupados em tirar uma ótima foto do prato antes mesmo de experimentar, e comendo o prato frio pois a foto ótima demorou a sair...

Essa não é uma crítica a quem faz ou deixa de fazer, apenas uma observação e um convite para pensar mais fora da telinha.

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