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PT joga para longe a bomba chamada Luiz Moura

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 19:52
 Quinta-feira, 31 de julho



O deputado Luiz Moura, acusado de envolvimento com o crime organizado, passou a ser “persona non grata” nos quadros do partido dos trabalhadores. O partido que já o havia suspendido por sessenta dias no início de junho, resolveu expulsá-lo da legenda.

A Executiva Estadual do PT de São Paulo, reuniu-se nesta manhã e, por unanimidade resolveu expulsar Luiz Moura. A decisão tomada hoje pela Executiva ainda deverá ser confirmada pelo Diretorio Estadual, em reunião a ser realizada na sexta-feira, dia 01 de agosto. É pouco provável que o Diretório vá de encontro a decisão tomada na manhã de hoje pelos membros da Executiva.

O relatório apresentado na manhã de hoje pelos membros da Executiva baseou-se, em investigação criminal pela polícia de São Paulo que investiga um possível envolvimento do parlamento com a organização criminosa PCC.  Em março, ele foi flagrado participado de uma reunião de perueiros e cobradores, na qual também estavam integrantes do PCC. Os membros do PT também levaram em conta a atitude tomada pelo deputado de apresentar recurso á justiça com a finalidade anular a convenção partidaria na qual foi defenida os candidatos do partido para as eleições de outubro, indo de econtro à direção tomada pelo partido.  

Por causa da punição, Luiz Moura ficou sem legenda, mas através de uma liminar judicial, consegiu que seu nome estivesse entre os candidatos que concorrerão às eleições em outubro.

O fato é que, mesmo estando apenas na condição de investigado, Moura já provocou graves danos à imagem do partido.

O parlamentar poderia ter comparecido à reunião de hoje da Executiva Estadual, mas preferiu ficar ausente. Se tivesse ido, ele poderia apresentar sua defesa e seria-lhe facultado apresentar até oito testemunhas. Moura alega que não foi convocado para a reunião, enquanto os petistas afirmam o contrário. O deputado alega ainda que não lhe possibiliaram apresentar amplo direito de defesa, ao contrário do que afirma o presidente do PT paulista, Emídio de Souza. Segundo Emílio o deputado foi ouvido em todas as instãncias do partido.

"Não somos o judiciário, não somos a polícia. Temos o direito e o dever de decidir e fiscalizar quem faz parte do nosso partido e quem o partido lança como candidato", disse Emídio. "A conduta de Luiz Moura foi muito prejudicial ao partido, arranhou a imagem", disse ele, justificando o motivo do afastamento.  Foi dada toda, toda a chance de defesa. Ele não compareceu hoje, não mandou documentos, não mandou testemunhas", completou Emídio.

Para João de Oliveira, advogado do parlamentar, dentro do PT há pessoas condenadas a qual não foram dadas o mesmo tratamento que foi dado ao seu cliente. Isso é verdade, mas João Oliveira, se esquece que estamos às vesperas de uma eleição e qualquer fato que arranhe a imagem do partido deve ser logo afastada.

É óbvio que o advogado vai entrar com recurso tentando anular a expulsão de Moura. O recurso poderá ser apresentado na Diretório Nacional do partido, ou mesmo, na justiça comum. "Vamos primeiro tomar ciência das razões da expulsão e depois decidir que recurso será apresentado. Foi uma decisão ilegal, arbitrária e antidemocrática do partido e que afronta seu próprio estatuto", afimou Oliveira.


No caso da expulsão de Moura se confirmar ele não poderá concorrer à reeleição, uma vez que ficará sem legenda, no entanto ele poderá recorrer à justiça e tentar mais liminar. Tudo é possível. 

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Deputado Luiz Moura: Uma bomba nas mãos do PT

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 21:06
Quarta-feira, 30 de junho

Há apenas três meses das eleições de outubro, o PT tem um grande problema para resolver.

Uma notícia divulgada antecipadamente pelo jornal O Estado de São Paulo, informa que o deputado estadual, pelo PT (Partido dos Trabalhadores), Luiz Moura e cinco empresas de ônibus que operam em São Paulo são citados em investigação criminal que apura esquemas de lavagem de dinheiro.  A investigação policial começou em 2010. Em março deste ano, Moura foi flagrado pela Polícia Civil, participando de uma reunião de perueiros suspeitos de integrar a facção criminosa, PCC (Primeiro Comando da Capital). Nessa assembléia de motoristas e cobradores, da qual o deputado estava participando, também estavam presentes 18 integrantes do PCC, que comandam o crime dentro e fora dos presídios.

O deputado afirma ser inocente de todas as acusações e nega qualquer envolvimento com o crime organizado. Ele disse que não sabia da investigação e que apenas tomou conhecimento da investigação quando foi ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), e pediu para ser investigado. Para ele, tudo não passa de uma investigação de  caráter  político. Lembremos que essa investigação não começou agora e que já faz tempo que a polícia investiga o caso.

Ao tomar conhecimento de que o deputado estava sendo investigado por suspeita de ligações com o crime organizado, o PT, no dia 02 de junho, suspendeu Luiz Moura, por 60 dias, durante reunião da executiva estadual do partido fato que o impediu de participar da convenção estadual. Na ocasião, os membros da executiva decidiram abrir processo disciplinar para apurar a conduta do deputado.

Hoje (30), membros da executiva estadual do Partido dos Trabalhadores fizeram mais uma reunião para discutir o futuro do deputado. O mais provável é que ele venha a ser expulso do partido.

Ao impedir de participar da convenção do partido, o PT ainda tentou evitar que Moura fosse candidato ao cargo de deputado federal, mas ele conseguiu reverter a situação na justiça. Ainda nesta quarta-feira, o Tribunal de Justiça negou um pedido de suspensão da liminar que possibilita a candidatura de Moura, pedido esse apresentado pelo PT. Os advogados do deputado investigado comemoraram esse fato como uma vitória.

O deputado Luiz Moura, juntamente com o irmão dele, Senival Moura que é vereador, ajudou o PT a conquistar uma parcela importante da Zona Leste da capital paulista. Os votos vindos da Zona Leste ajudaram e muito a decidir a eleição para prefeito de São Paulo, nas últimas eleições. O apoio dos irmãos, ex-líderes de perueiros, foi decisivo para a eleição do prefeito petista, Fernando Haddad. A relação dos dois irmãos e o PT caminhava muito bem até que o escândalo veio à tona. O Partido dos Trabalhadores agora corre para pagar a alta fatura decorrida da pareceria com Luiz e Senival Moura.

Abaixo, compartilho com vocês, a reportagem publicada no site da Veja.

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    Deputado do PT foi sócio de empresa suspeita de lavar dinheiro para o PCC

O nome do Luiz Moura é citado em apuração de promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)

Por Felipe Frazão



O deputado estadual Luiz Moura (PT), flagrado pela Polícia Civil em uma reunião da qual participaram dezoito criminosos da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), passou a ser investigado pelo Ministério Público de São Paulo por ter sido sócio de uma empresa de transporte de passageiros suspeita de lavar dinheiro para o PCC. O nome do parlamentar é citado em apuração de promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sobre vínculos da facção criminosa com cooperativas de perueiros que operam na capital paulista.

Moura figurou, ainda que temporariamente, no quadro societário da empresa Happy Play Tour, uma das que compõem o Consórcio Leste 4, suspeito de vínculos com o PCC e que já foi alvo de intervenção judicial. Em 2010, o parlamentar declarou à Justiça Eleitoral ter 4 milhões de reais em cotas da companhia. Um ano depois, já havia deixado a sociedade, conforme registros da Junta Comercial do Estado. O petista também foi diretor da cooperativa Transcooper, em cuja garagem foi flagrado pela polícia, em março, reunido com integrantes do PCC.

Há uma semana o site de VEJA revelou que o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, apresentou ao Tribunal de Justiça do Estado uma representação criminal contra o deputado. Elias Rosa vai investigar se Moura cometeu sete crimes: organização criminosa, extorsão, constrangimento ilegal, apropriação indébita, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e abuso de autoridade. Por ter foro privilegiado, Moura só pode ser investigado pelo chefe do Ministério Público paulista, e o processo deve correr direto na segunda instância da Justiça.

Segundo promotores do Gaeco, Moura também chegou a ser citado em depoimentos como uma das pessoas influentes no ramo das cooperativas que atuam na Zona Leste. A suspeita mais forte que pesa contra o deputado até aqui, porém, é o elo entre Moura e a Happy Play. Ele não foi citado em interceptações telefônicas feitas contra outros suspeitos. Por causa do foro privilegiado, toda a investigação contra Moura foi deslocada para o órgão de competência originária do MP, que assessora o procurador-geral. A apuração contra os demais suspeitos seguirá com o Gaeco.

Moura nega qualquer relação com o crime organizado. Seu defensor, o advogado João de Oliveira, disse ao site de VEJA que a representação do procurador-geral é "oportunismo político".

Inquérito - Edição desta quarta-feira do jornal O Estado de S. Paulo revela trechos do inquérito produzido pelo Gaeco. Segundo os autos, o Consórcio Leste 4, contratado pela SPTrans em 2007 para operar linhas de ônibus na Zona Leste da capital paulista, era integrado por três empresas cujos sócios, segundo os autos, eram “indivíduos que estariam lavando dinheiro, produto do cometimento de crimes” para a facção criminosa.

Ao longo das investigações o MP descobriu ainda, de acordo com a reportagem, casos de perueiros com patrimônio superior a 22 milhões de reais e motoristas com seguros de vida superiores a 1 milhão de reais. Dois suspeitos, Gerson Adolfo Sinzinger e Vilson Ferrari, o Xuxa, levantaram, segundo as investigações, 4 milhões de reais cada, no intervalo de dois anos, enquanto trabalhavam nas cooperativas da cidade. O dinheiro serviu para o acúmulo de capital da Happy Play, de acordo com a investigação do Ministério Público. “A empresa não possuía nenhum veículo, mas recebia repasses do Consórcio Leste 4”, diz trecho do auto citado pelo jornal. A investigação aponta que a dupla chegou a fazer parte das três empresas que compunham o Consórcio Leste 4. Diante das evidências de enriquecimento ilícito, os promotores do caso conseguiram a quebra do sigilo financeiro de Moura, de outros sete suspeitos e de cinco empresas (Consórcio Leste 4, Himalaia, Novo Horizonte, Happy Play, Transcooper e Aliança Paulista), em 2011. Os bancos, contudo, levaram mais de 1 ano para repassar os dados.

Deputado-bomba - Ex-presidiário – foi condenado por assalto à mão armada nos anos 1990 –, o deputado também é alvo de um processo disciplinar interno no PT. A cúpula do partido pretende expulsá-lo da sigla até o início de agosto. Na última sexta, a Comissão Executiva do PT estadual deu prazo de dez dias para o parlamentar se defender formalmente – é a última fase do processo. Em junho, Moura chegou a ser suspenso por sessenta dias da legenda e ficou impedido de concorrer à reeleição em outubro. No entanto, como o site de VEJA revelou, ele conseguiu, por meio de uma liminar, anular a suspensão e invalidar a convenção estadual do PT na Justiça comum. Moura registrou o pedido de candidatura na Justiça Eleitoral, e obteve registro. Mas o partido insiste em deixar Moura fora da chapa de deputados estaduais. Na Assembléia Legislativa, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar postergou para o segundo semestre a abertura de um processo que pode resultar na cassação do mandato de Moura.




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Um horizonte de palavras, formado com o mosaico das ideias

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 19:21
Terça-feira, 29 de julho
O meu desejo é profundo demais pra expor
E o que eu penso é difícil de alguém aceitar
A vida segue e os dias não são tão iguais 
Cade a vida que não conseguimos notar?
Onde mora a verdade? / Onde mora o amor?
Onde vive a liberdade? / Diz qual é seu sabor
Você anda pelas ruas / sem respostas enfim
Mas a fé que eu tenho em Deus 
Me faz ver o que sou, nunca fugir de mim

(Cotidiano – Compositor: Kim/Julio
Interpretação: Grupo Catedral)



Em meio à invasão das nações unidas em torno do futebol, no Brasil, durante o período de 12 de junho a 13 de julho deste ano, esteve blog fez aniversário. Foi no dia 06 de julho.

Já ouviram o ditado popular que diz “Desta água não beberei”? Foi mais ou menos o que aconteceu comigo. Não gostava muito da denominação para esse novo modo de fazer notícia, possibilitada com o crescimento da internet, chamada blog. Soava-me estranho tanto a nomenclatura como o próprio universo dos blogs. Em 2010, comecei a escrever uns textos como colaborador para o blog do amigo Eliel Silva. Eliel mora em Ceará-Mirim, cidade que muito amo, e que fica no Estado do Rio Grande do Norte. Escrevi como colaborador para o rec2010.blogspot.com, entre 2010 e 2012, mas não havia aquele compromisso de ter que escrever sempre, no máximo, escrevia um texto por mês.

Algumas pessoas começaram a ler esses textos e me falavam: “Porque você não monta um blog seu mesmo”? Eu desconversava, dava respostas evasivas e fugia do assunto. Na verdade, eu achava que não era capaz de alimentar um blog. “Onde vou arranjar assunto para escrever toda semana”. “Já tenho muitas atividades e não teria tempo de escrever um blog”. “Não tenho inspiração para escrever com tanta frequência” Eram essas questões que me passavam pela cabeça quando alguém falava que eu devia ter o meu próprio blog.

Veio à Copa das Confederações, realizada aqui no Brasil, entre os dias 15 e 30 de junho de 2013. Foi bom ver tanta gente reunida em torno de um evento esportivo. O Brasil apresentava um bom futebol, a ponto de ser ser o melhor da competição e merecer o título de campeão ao final do torneio.

Mas, junto com a Copa das Confederações, explodiu também no coração do povo brasileiro, o desejo de reivindicar sua plena condição de cidadãos que pagam taxas de impostos altíssimas e que não vêem o retorno desse dinheiro em melhores escolas, melhores hospitais, uma segurança pública eficiente. Foi bonito ver o povo sair às ruas clamando por mais igualdade e mais justiça social. Foi feio ver entre aquela multidão que, de fato, queria passar o Brasil à limpo, mas de uma forma pacífica, sem quebra e sem pancadaria, um bando de gente de cara coberta, destruindo tudo que via pela frente, como se fossem uns irracionais e incitando muitos à violência, como fazem os lobos em pele de cordeiro.

Enquanto seguia pelas ruas acompanhando às manifestações pacíficas — que inevitavelmente, acabavam em guerra entre baderneiros e policiais, sobrando bomba de efeito moral e gás lacrimogênio para quem queria apenas mudanças sociais e não-violência — senti falta de ter espaço onde pudesse registrar aqueles momentos históricos.

Foi aí que resolvi, de fato, ter um espaço onde pudesse colocar minhas idéias, dividi-las com outras pessoas e, juntos, formamos um caldeirão de novas ideas. Assim surgiu esse blog. Minha primeira postagem foi no dia 06 de julho de 2013.

Depois que comecei a escrever, fui descobrindo que o ato de escrever á algo mais parecido com vício do que com um hábito. Com a vantagem de ser um “vício” que te faz crescer, ao invés de decrescer. Tem vezes que, diante da correria do dia-a-dia, falo para mim mesmo: “Hoje, não vou escrever nada”. Mas quem disse que consigo cumprir a promessa? Quando me dou por conta, já estou em frente ao computador, dando vazão às teimosas palavras que insistem em ser escritas.

E assim vou prosseguindo nessa estrada de palavras e ideias junto com os leitores que acompanham esse blog.

Comecei a pensar hoje que poderia escrever mais um texto, sobre o maior mistério da aviação: O voo MH370, da Malaysia Airlines. Esse voo é um verdadeiro quebra-cabeças, daqueles bem difíceis de montar. Penso até, que ele nunca venha a ser montado, uma vez que, para se montar um quebra-cabeças, é necessário que todas as peças estejam ao seu alcance. No caso do voo MH370, as caixas-pretas, peças importantes, para que se possa montar esse quebra-cabeças, podem nunca ser encontradas. Á propósito, costumo comparar o ato de escrever com o ato de montar um quebra-cabeças. Há muitos fatos e ideias soltos e é necessário fazer delas um todo coeso, coerente. Porém, enquanto esse texto não fica pronto, falo-vos de falta de civilidade de algumas pessoas, poucas pessoas, mas que deixam uma imagem negativa para muitos.

Todos vimos as imagens dos estádios da Copa do Mundo, repletos de torcedores. Era bonito de ser ver, ali naquele espaço dedicado a bola de futebol e a alegria do esporte saudável, homens, mulheres, crianças, anciões, torcendo, divertindo-se. Todo mundo, lado a lado, torcendo para suas equipes, em perfeita harmonia. A Copa do Mundo chegou ao fim e, infelizmente, para muitos, a civilidade também. 

Na estádio Arena Corinthians, foi realizado neste domingo (27) o primeiro clássico no estádio recém inaugurado, e ele aconteceu entre duas grandes equipes do futebol brasileiro: Corinthians e Palmeiras. A partida era considerada de alto risco para a polícia. Os policiais temiam que ocorressem confrontos entre as torcidas organizadas, dentro e fora dos estádios.

Dias antes do jogo, houve uma reunião entre os líderes de torcidas organizadas para preparar o esquema de segurança. Uma torcida não poderia, em hipótese alguma, cruzar, com a outra. Para começar, essa reunião, por si só, já é ridícula. Ao que saiba, durante a Copa, não se fez nenhuma reunião para evitar o confronto entre torcidas rivais. Pelo que sei, as pessoas querem ir aos estádios para se divertir e não para se digladiarem. Elas querem ver um bom futebol e não saírem de lá com medo de sofrer qualquer especie de violência, ou atentado. Querem vestir a camisa do clube com orgulho e não com medo de serem perseguidas. É o que penso.

Um forte esquema de segurança foi armado e, só a polícia militar, destacou 500 PMs para trabalhar no clássico. Foram colocados divisórias com placas de metal, até mesmo para evitar o contato visual entre os torcedores. As torcidas foram, obviamente, divididas, cada qual no seu quadrado.

Enfim, depois de toda essa parafernália, o jogo foi realizado. Não se teve notícias de confrontos entre as torcidas. Mas… Sempre tem um porém… Os dois times fizeram um belo espetáculo dentro de campo e o Corinthias saiu vitorioso da partida com um saldo de dois gols.


Alguns palmeirenses — que não sabem que, em uma partida de futebol, um tem que ganhar e outro tem que perder, no máximo empatar, essa é a graça do espetáculo — o setor no qual estavam sentados os palmeirenses teve diversas cadeiras quebradas. Como o Corinthias já havia avisado antes que qualquer prejuízo seria pago pelo Palmeiras, os dirigentes palmeirenses já se preparam para por a mão no bolso e pagar o prejuízo. Os “espertos” torcedores palmeirenses, além de mostrarem uma atitude antidesportiva, ainda deram prejuízo ao próprio time.

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Entrevista de Dunga ao Fantástico

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 01:13
Segunda-feira, 28 de julho




Na última terça-feira (22), Dunga foi anunciado, oficialmente, como novo treinador da seleção brasileira. O novo técnico foi o escolhido para substituir Luiz Felipe Scolari, após o fracasso na Copa do Mundo, realizada no Brasil. È a segunda vez que o técnico assume o comando da seleção. Em sua primeira passagem pelo cargo, entre 2006 e 2010, Dunga foi demitido pela CBF, após a eliminação da seleção brasileira no jogo contra a Holanda, pelas quartas de final, na Copa de 2010, na África do Sul. Se analisarmos os dados estatísticos, a passagem de Dunga pela seleção, não foi de todo ruim. Foram 60 jogos, com 42 vitórias, 12 empates e seis derrotas. Não sucesso, entretanto, ao comandar a seleção olímpica, em Pequim, no ano de 2008. Vale destacar também, que enquanto esteve à frente da seleção, o relacionamento dele com a imprensa foi bastante tenso. Após quatro anos, quem sabe, ele não terá ficado mais humilde? Vamos esperar para ver. O primeiro compromisso do novo técnico da seleção brasileira, já tem data marcada e acontecerá nos Estados Unidos, em jogos amistosos, quando o Brasil enfrentará Colômbia e Equador, respectivamente nos dias, 05 e 09 de setembro.

Neste domingo (27), Dunga concedeu uma entrevista ao Fantástico, na pessoa de seus apresentadores, Tadeu Schmidt e Renata Vasconcellos. Abaixo, compartilho esse texto com vocês.

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'Não pode se emocionar muito', diz Dunga em entrevista para o Fantástico

Novo técnico acredita que seleção brasileira deveria ter mais privacidade. Dunga fala também sobre o seu relacionamento com a imprensa.

O retorno do Dunga ao comando da Seleção, oficializado esta semana, pegou muita gente de surpresa.  Quem poderia imaginar que ele, tão criticado na Copa da África, receberia outra chance?

Dunga disse ao Fantástico que, na nova administração, vai exigir dos jogadores mais foco e autocontrole. Um longo trabalho que começa agora para reconquistar a confiança do torcedor.

Fantástico: Dunga, você está tendo uma oportunidade que pouquíssimos profissionais têm, voltar à seleção brasileira. O que nesse momento não sai da tua cabeça, que você quer muito conseguir realizar?

Dunga: Eu quero começar logo os jogos, assim acaba a polêmica.

Falta pouco mais de um mês pro Dunga ficar na beira do campo, comandando a seleção brasileira. Como ele fez de 2006 até o mundial de 2010. Depois disso, treinou o Internacional por um ano e foi campeão gaúcho de 2013.

Fantástico: Como você se preparou nesses quatro anos em que você ficou fora da seleção?

Dunga: Eu lia muito, via muitos jogos, via treinamentos, acompanhava. Trocava muitas informações, principalmente com o pessoal da Europa.

Como vai ser a nova seleção do Dunga? O que ele não gostou de ver na última Copa dá pistas.

Fantástico: Você disse agora que não era para falar de terra arrasada, que não é assim.

"A partir dessa Copa do Mundo, a gente não pode colocar como terra arrasada, teve muitas coisas boas, teve outras que a gente tem que modificar", disse Dunga na apresentação terça-feira.

Fantástico: Dá um exemplo pra gente de uma coisa que você vai mudar.

Dunga: O foco maior tem que ser a seleção brasileira. Quando você for dar entrevista, você tem que dar entrevista com o chapeuzinho da seleção brasileira. Ou não dá. É notório que quando as outras equipes vão lá, os caras vão com a cara limpa. Então o Brasil tem que ir com essa cara limpa. O Brasil tem que ter o marketing pelo futebol, pela qualidade.

Fantástico: Como assim?

Dunga: As pessoas têm que falar muito mais do que eu faço no campo do que eu faço extracampo.

Fantástico: Então você diria, durante a Copa, se você tivesse lá: “Ô, Daniel Alves, ô, Neymar, não pinta o cabelo agora não”.

Dunga: Sem dúvida, acho que tem que ser concreto. Ou antes ou depois. Eu tenho que pensar na Copa do Mundo. Os problemas que eu tenho de contrato, de marketing, de família eu resolvo antes de chegar na seleção ou depois. Trinta dias não vai mudar.

Fantástico: O que você não repetiria, por exemplo, que foi feito na Copa do Brasil?

Dunga: Isso é uma polêmica, né? Eu acho que num certo momento, a seleção brasileira tem que ter uma privacidade.

Fantástico: Mas o que dizer dos holandeses, dos alemães que tiveram toda aquela liberdade, pareciam estar bem à vontade, inclusive nos momentos de lazer e de treino?

Dunga: Perfeito. Só que eles tinham essa privacidade quando eles saíam fora do muro deles. Aí eles tinham essa exposição da mídia. O treinamento deles teve pouco.

O treinador quer orientar os jogadores com relação a alguns comportamentos. Como, por exemplo, a emoção na hora do hino à capela.

Dunga: Se criou isso do hino nacional desde a Copa das Confederações, que acabava o hino e o torcedor continuava cantando. Isso mais ou menos introduziu dentro da seleção brasileira. Que é legal, mas quem tá ali dentro não pode se emocionar muito. Tu tem que criar uma barreira. Essa exposição acho que deve ter atrapalhado um pouquinho.

Fantástico: Faltou equilíbrio emocional em alguns momentos dessa Copa?

Dunga: É difícil de dizer porque tu não tá lá diariamente. Talvez tenha se sentido um pouco essa ansiedade que criou a expectativa de que o Brasil tinha que ganhar de qualquer forma. E não é assim.

Fantástico: A comissão técnica anterior vendia o favoritismo da seleção. O Felipão e o Parreira falavam do favoritismo da seleção. Você não faria o mesmo?

Dunga: Você tem que jogar com as palavras. Vamos jogar pra ganhar. É diferente de você: vamos ganhar. Quando você fala afirmativo não tem outra forma.

Fantástico: Você faria diferente, então?

Dunga: Cada um é cada um. Eu ia falar que o Brasil ia jogar pra ganhar, que a gente joga em casa, é favorito, como sempre o Brasil é.

Fantástico: Dunga, que nota você daria ao técnico Luiz Felipe Scolari?

Dunga: O cara foi campeão do mundo cara, campeão do mundo não se discute. Você paga pelas suas decisões, bem ou mal. E ele teve a hombridade de chegar e é isso, eu que estou aqui pra tomar as decisões e tomei.

Se a seleção começou a Copa com algum favoritismo, foi embora humilhada. Dunga estava no Mineirão quando o Brasil foi derrotado por 7 a 1 pela Alemanha.

Dunga: Eu senti o que o torcedor, o que todo mundo sentiu. Ninguém estava acreditando. Era um apagão. Ninguém acreditava.

Fantástico: Um técnico consegue, na hora de um jogo como esse, prever isso que vai acontecer? Perdemos o controle?

Dunga: Ninguém espera, acho que ninguém tá preparado pra isso. Até porque você sabe os jogadores que tem em mãos, que você trabalhou, jamais você iria imaginar esse tipo de coisa. Eu acho que até o treinador tá perplexo. Impossível.

Mas, para o novo técnico, faltou uma chacoalhada naquele momento.

Dunga: Se não tiver um pra dá-lhe um berro. E uma coisa assim que tem que ter em qualquer grupo, qualquer grupo, não tem jeito, eu não tenho que ficar melindrado de chamar atenção de mandar para aquele país. Não, não tem esse negócio, porque se eu não te mandar outro vai perder e eu também vou perder, então não! Acho que isso tá faltando um pouco no futebol em geral do Brasil moderno, quando tem essa exposição na mídia, essa grande exposição, então todo mundo tá muito com dedinho para chamar atenção do outro.

Fantástico: Você diria que o futebol brasileiro está no pior momento da sua história?

Dunga: Não, não seria tão crítico assim. Porque nós temos jogadores na Europa, temos qualidade. Nós temos que apagar esse resultado com a Alemanha, que foi uma coisa atípica. Que não vai acontecer.

Para Dunga, o desempenho no mundial não significa que o futebol brasileiro esteja ultrapassado.

Dunga: Não é que o Brasil esteja defasado. O problema do Brasil é que os jogadores com 14, 16 anos, 17 anos começam a sua formação e já vão pra Europa. Se nós pegarmos esses jogadores que foram pra Europa nenhum deles é titular absoluto na sua equipe. Então o Brasil começa a perder nesse aspecto.

Fantástico: Dunga, no caminho pra cá, todo mundo parou para conversar comigo e com a Renata. E muita gente quis perguntar. Topa responder o pessoal?

Dunga: Topo.

Menino: Eu queria saber qual vai ser a formação e se ele vai convocar o Fred.

Dunga: A formação ainda ela vai acontecer com o passar dos amistosos, dos jogos, a gente tentar achar uma formação.

Fantástico: Tática ideal.

Dunga: Os jogadores ideal. Quanto ao Fred, é um grande atacante, não teve o resultado esperado por todos na Copa do Mundo. Na outra Copa vai estar com 34 anos, 35, vai ser difícil, né? Então vai depender muito do momento dele lá na frente.

A primeira convocação de Dunga será para o amistoso contra a Colômbia, em 5 de setembro.

Fantástico: Adianta um que vai ser uma surpresa pra seleção! Tem um mês já da convocação. Um mês.

Fantástico: A lista da primeira convocação você já tem ela pronta?

Dunga: Não. Tenho três jogadores em cada posição.

Fantástico: Então diz um pra gente. Dois, vai! Além do Neymar.

Dunga: Não, vocês vão pesquisar. São jogadores jovens que tão na Europa, que tão tendo bom rendimento. A gente tá seguindo né juntamente com os jogadores brasileiros também.

Dunga: Tu não pode em nenhum momento se comprometer e também sabe criar o friozinho na barriga. Ele tem que ficar até o último dia, até o último segundo esperando o nome dele sair.

Uma jovem torcedora tem outra pergunta pro Dunga.

Menina: Dunga, você vai chamar o David Luiz?

Dunga: Vou escalar todos aqueles jogadores que tiverem aptos. E tiverem realizando aquilo que nós desejarmos. Ninguém tem lugar garantido na seleção. E volto a repetir: fantástico essa integração de torcedor com jogador. Mas o torcedor tem que entender que o jogador tem que jogar por eficiência, por capacidade. Não porque ele vende uma imagem que é bonita, é legal.

Fantástico: Então, Emily, tá garantido não.

Mas o Dunga dá algumas dicas sobre futuros convocados. São jogadores que, segundo ele, poderiam ter sido chamados para a Copa este ano.

Dunga: O Cruzeiro foi campeão brasileiro tinha bons jogadores, o Atlético de Madrid tinha bons jogadores que poderia tá também, mas será que ia mudar o resultado?

O Felipe Luis que era do Atlético de Madrid e foi para o Chelsea e o Miranda, que continua no Atlético, por pouco não jogaram a Copa. Estavam na lista de sete jogadores que poderiam substituir um dos 23 convocados que se machucassem. O Everton Ribeiro foi eleito o craque do brasileirão do ano passado. Estariam aí algumas pistas?

Fantástico: O Neymar é o pilar da seleção?

Dunga: É a referência mundial.

Fantástico: Então a seleção continua tendo o Neymar, joga em função do Neymar?

Dunga: Eu diria diferente. Não jogar em função do Nyemar. Mas o Neymar jogar em função da seleção. O Brasil vai criar uma estrutura pra que ele possa ser o diferencial.

Fantástico: O Neymar disse, numa entrevista pra gente, pro Fantástico, que muitas vezes os jogadores aprendem errado nas categorias de base. Você concorda?

Dunga: Num certo ponto de vista, sim. Nós temos que dar subsídios pro menino de 14 anos dele gostar de futebol, dele gostar de estar dentro de campo. Nós temos que dar açúcar na boca dele, chocolate na boca dele, gostar de futebol. Se eu começo com 14 anos só parte tática, com 18 anos ele já tá saturado.

Já no futebol profissional - e na seleção - a tática tem papel importante.

Dunga: O futebol não mudou. O que decide o futebol é talento. O que decide é qualidade técnica.

Em 2010, a seleção que dirigia foi eliminada pela Holanda. Dunga tem lembranças amargas desse jogo.

Dunga: Eu não gosto de colocar a culpa em ninguém tá, mas o juiz japonês deu o primeiro cartão amarelo pro Michel Bastos. Ele anulou um gol do Robinho. Pênalti no Cacá. Então, pô... E o pior disso: encontrei ele no aeroporto no Rio, tive que cumprimentar ele.

Fantástico: E ele falou alguma coisa?

Dunga: Não, só veio falar comigo perguntou se eu lembrava dele e eu falei que não.
Fora de campo, Dunga diz que nos últimos anos trabalhou para melhorar a relação com a imprensa, coisa que não aconteceu na primeira passagem dele pela seleção.

Fantástico: O que você fez, especificamente?

Dunga: Você conversar com as pessoas que estão ao teu redor, pessoas que já foram do futebol e outras não, e eles te dar alguns toques importantes. Principalmente quando o cara fizer uma pergunta que é maldosa e eu ter a paciência de pensar e responder. E não ser gaúcho na ponta da faca e responder na hora. E que algumas respostas você não precisa nem dar, porque não vai mudar a opinião da pessoa.

Esta semana foi noticiado que Dunga teria sido agente do jogador Ederson, em 2004, antes de virar treinador.

Fantástico: Você nega que tenha exercido o papel de agente de jogador?

Dunga: Em 2004 eu parei de jogar futebol. Me foi procurado por uma pessoa do Rio Grande do Sul pra mim apresentar um investidor da Europa, eu vim apresentei o investidor da Europa.

Por essa apresentação, Dunga recebeu mais de R$ 400 mil.

Fantástico: Isso não é um agenciamento?

Dunga: Não, porque eu fiz uma apresentação. Isso aí fora da negociação, aí o clube negociou diretamente com o empresário.

Mais uma pergunta da torcida: Gostaria de perguntar se ele vai continuar com a mesma estilista da outra vez, pois o destaque dele é nas roupas que ele aparecia no campo.
Dunga: A minha filha, nunca. Ela é estilista feminina. Não é masculina. O que eu coloquei alguma vez é que ela me dava algumas sugestões que comprava, mas não era ela que me vestia. Por mais que você fale pro pessoal, não é minha filha, ela é estilista feminina, continuam dizendo.

Fantástico: Isso nunca existiu?

Dunga: Nunca existiu.

Fantástico: Mas a gente viu a mudança. Qual vai ser o Dunga nessa nova passagem pela seleção. O Dunga fashion ou o Dunga mais... Nessa última apresentação estava mais tradicional.

Dunga: Vai depender do momento.

Fantástico: Dunga, você teme a desconfiança da torcida brasileira?

Dunga: Eu não temo, ela tem. Ela não existe comigo, ela existe com todos os treinadores. Mais ou menos ela existe. O que pode mudar é o resultado dentro de campo.

A primeira pessoa que veio falar com a gente no aeroporto do Rio mandou uma mensagem não muito legal pro Dunga.

Fantástico: A gente vai falar com o Dunga. Quer perguntar alguma coisa pra ele?

Senhora: Não. Não queria que ele fosse escolhido, não.

Fantástico: O que você diria pra ela?

Dunga: Que eu vou mudar a opinião dela! Que a gente possa se encontrar, que tu possa encontrar ela e ó, eu estava errado.

Fantástico: Depois de tudo isso que a gente conversou o Dunga deixou de ser o Zangado?

Dunga: Não, porque eu sempre fui o zangado. Trocaram o meu nome, não era Dunga era Zangado.

Fantástico: Erraram o seu apelido?

Dunga: Erraram o meu apelido.

Fantástico: O Dunga não vai passar a ser o Feliz?

Dunga: Sendo Dunga já tá bom né. Feliz tu já quer o extremo. Saiu do Zangado pro Feliz. Vai ficar no meio: Dunga.




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