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Arvoreando

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 01:05
 Quarta-feira, 15 de março


 Caríssimos, e caríssimas, o tempo hoje não me permitiu me debruçar sobre o noticiário político, e sobre ele tecer alguns comentários, mas gostaria de, antes de dar o descanso ao corpo, proporcionado pelo sono, dirigir algumas breves palavras a vocês. Escrever um texto é algo como montar um quebra cabeça, reunir as peças, e ver quais se encaixam, nesse ou naquele lugar. E no tabuleiro político do Brasil atual, o que menos faltam são peças para encaixar. Parece haver, e isso é preocupante, um movimento de todos os partidos, de tornar certo o que é errado, legalizar o ilegal. A sociedade precisa estar atenta a esse movimento, isso se quiser ver o Brasil passado a limpo.

Antes de falar desse assunto, entretanto, este blogueiro compartilha com vocês, um pouco de descanso em meio à loucura, um pouco de paz em meio às guerras cotidianas, uma palavra de paz, em meio à agitação do mundo, e essas palavras são nos proporcionada pelo Pe. Fábio de Melo, em sua canção, intitulada, Arvoreando. A canção contém uma parte falada que se torna ainda mais agradável ao ouvido através da doce voz do padre.

Ao ver o vídeo, cujo link para o site do Youtube, também compartilharei, as palavras me tocaram, e pensei: porque não compartilhar também com os leitores do blog? Afinal, a gente fala de tantos assuntos pesados, não é mesmo?

O texto do Pe. Fábio fala da capacidade que Jesus Cristo tinha de conhecer as pessoas. Geralmente, ao pensar esse ícone máximo do cristianismo, costuma-se endeusá-lo, torná-lo mais Deus que homem, e nos esquecemos da sua humanidade. Talvez esse seja o erro da maioria dos seus seguidores. Pois ao pensar o Cristo divino, seus seguidores se eximem da responsabilidade de espelhar-se nele, nas suas belas atitudes humanas, e de quanto podemos aprender com elas.

Por exemplo: Não é preciso ser um Deus para sentirmos quando uma pessoa está triste, ou em dificuldades, ou precisando de nossa ajuda. Não é preciso ser um Deus para nos indignarmos com a injustiça. Não é preciso ser um Deus para estar juntos aqueles que, esmagados na base da pirâmide, estão sedentos de paz, de justiça, e de pão para alimentar seus estômagos famintos, suas bocas sedentas de água, e seus corações ansiosos do fruto da justiça social. Não é preciso ser um Deus para dar e receber conforto espiritual.

E Jesus Cristo era mestre em todas essas coisas. Ele sentia o anseio do necessitado apenas com um toque em suas vestes, quando estava rodeado pela multidão. Foi o caso de uma mulher que sofria de uma doença havia tempos, e ao ver Jesus rodeado pela multidão, ela pensou: se eu tocar em suas vestes ficarei curada. E assim o fez, e asssim aconteceu. Porém, o extraordinário em tudo isso, talvez nem seja a cura, mas o fato de que, rodeado de gente, Jesus sentiu que alguém o havia tocado, e disse: alguém me tocou.

E não só isso, o mestre percebia apenas pelo olhar que alguém estava a precisar de ajuda, e ajudava. Também ele estava sempre pronto a socorrer, acolher e confortar os amigos, não só os amigos, mas quem dele se aproximasse. Leia o evangelho de ponta aponta, e você não verá, em parte alguma, Jesus discriminando, humilhando, ou desfazendo de quem quer que seja, principalmente, dos mais humildes e necessitados. 

Tudo bem que ele exortava, corrigia, criticava, principalmente, àqueles que se consideravam os melhores que os demais, que se colocavam acima da lei e da ordem.

Antes de divinizar o Cristo Jesus deveríamos procurar ser tão humanos quanto ele. Se o seguidores assim agissem, o mundo, certamente, estaria bem melhor.

Deixo vocês com as palavras do Pe. Fabio. Podem ler o texto abaixo, e também ver o vídeo no Youtube.

Volto na próxima postagem com o mundo cão da política, e suas raposas devoradoras de dinheiro público.

***

Arvoreando
Pe. Fábio de Melo
 
Uma das coisas que eu acho fascinante em Jesus, é a capacidade que ele tinha de encontrar no meio da multidão, pessoas.

Ele era capaz de reconhecer em cima de uma árvore um homem, e descobrir nele um amigo.

Bonito uma amizade que nasce a partir da precariedade, quando você chega desprevenido, o outro viu o que você tem de pior, e mesmo assim, ele se apaixonou por você. Amor concreto, cotidiano, diário.

Jesus se apaixonava assim pelas pessoas e as tornava suas amigas. As trazia para perto Dele.

É fascinante olhar para a capacidade que esse homem, que esse Deus tem, de investigar a miséria do outro e encontrar a pedra preciosa que está escondida. Isso é Páscoa, isso é ressurreição. É quando no sepulcro do nosso coração, alguém descobre um fio de vida, e ao puxar esse fio, vai fazendo com que a gente se torne melhor.

Não há nada mais bonito do que você ser achado quando você está perdido.

Não há nada mais bonito do que você ser encontrado, no momento que você não sabe para onde ir e não sabe nem onde está...

O amor humano tem a capacidade de ser o amor de Deus na nossa vida por causa disso: porque ele nos elege!

Por isso que é bom termos amigos, porque na verdade, as pessoas amigas antecipam no tempo, aquilo que acreditamos ser eterno...

Quando elas são capazes de olhar para nós e descobrir o que temos de bonito. Mesmo que isso, as vezes costuma ficar escondido por trás daquilo que é precário.

Por isso agradeço muito a Deus pelos amigos que tenho. Pelas pessoas que descobriram no que eu tenho de pior, uma coisinha que eu tenho de bom, e mesmo assim continuam ao meu lado, me ajudando a ser gente, me ajudando a ser mais de Deus, ajudando a buscar dentro de mim, a essência boa que acreditamos que Deus colocou em cada um de nós.

Ter amigos, é como arvorear: lançar galhos, lançar raízes... Para que o outro quando olhar a árvore, saiba que nós estamos ali...Que nós permanecemos para fazer sombra, para trazer ao outro, um pouco de aconchego que às vezes ele precisa na vida...

ARVOREIE! CRIE ÁRVORES! SEJA AMIGO



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