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Aedes Aegypti: Um pequeno inimigo capaz de grandes estragos

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:11
Sexta-feira, 29 de janeiro



Eles e elas bailam no ar, seus voos são precisos e suaves. Eles também são sutis, e mais leves que uma pluma.

Bom, acho melhor mudar o rumo da prosa, pois se continuar a descrição conforme comecei vocês podem até pensar que falo de lindas e belas borboletas. Mas os eles e elas a que me refiro neste artigo, nada têm de belos, ao contrário, são feios e nocivos à saúde humana. Falo dos terríveis machos e fêmeas, chamados, mosquito Aedes Aegypti.

Pequenos, perigosos, e incômodos, esses pequenos insetos já fazem causar preocupação até na Organização Mundial da Saúde (OMS).

O nível de preocupação é extremamente alto”. “Temos que tomar ações agora”. Foram palavras da diretora da entidade, Margaret Chan. Nesta quinta-feira (28), a OMS manifestou publicamente sua preocupação com o aumento do número do número de casos do zika vírus, e de como a doença está se espalhando pelas Américas. Já são 23 o número de países afetados pela doença nas Américas. A entidade estima que cerca de três a quatro milhões de pessoas serão infectadas pelo zika vírus no continente. Até agora, o Brasil é o país mais atingido pela doença. É possível que cerca de 1,5 milhões de brasileiros tenham sido infectados pela doença em 2015. A boa notícia é a de que nem todos apresentaram sintomas, se é que se pode chamar isso de boa notícia. Outra boa notícia, pelo menos é para quem mora no Chile e no Canadá. A boa para estes países é que as fronteiras por lá estão bem guardadas e não deixaram os insetos ultrapassar as fronteiras, melhor para a população desses países.

Mas, afinal o que vem a ser o zika vírus? A doença pode ser considerada uma infecção causada pelo vírus ZIKV, transmitida pelo Aedes Aegypti. Apesar de o vírus ter aparecido pela primeira vez no ano de 1947, em Uganda, apenas em 2015 o Brasil apresentou casos da doença, inicialmente nos Estados do Rio Grande do Norte e Bahia. Para aliviar um pouco as preocupações, serve a informação de que o ZKVI não é transmitido de pessoa para pessoa. O mosquito atua como agente de transmissão. O problema é que se o inseto pica alguém contaminado, ele passa a ser uma espécie de potencial transmissor do vírus, enquanto durar seu tempo de vida.



Misturado a tudo isso, outro fator pegou o país de surpresa — como se não bastasse às tantas surpresas desagradáveis que temos tido ultimamente — houve um aumento dos casos de microcefalia — uma má formação congênita na qual o cérebro dos bebês não se desenvolve de maneira adequada. O Ministério da Saúde confirmou a relação entre o zika vírus e a microcefalia.


O nocivo mosquito provoca ainda a dengue e a chikungunya. O inseto é, realmente, um pequeno grande inimigo, que, para existir, precisa da ajuda humana. De que forma? O mosquito é fã de água parada, de falta de higiene, e de outras coisas do gênero. Pensando assim, tem muito humano ajudando o mosquito a viver. Na verdade, não sei ao certo quem é mais inimigo: se o humano que, por descuido e desleixo, fornece munição para o mosquito, ou se é este que, munido das armas que os humanos lhe fornecem, partem para o feroz ataque.

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Atualmente é isso que o Brasil tem enfrentado

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