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A alegria dos vitoriosos e o choro estridente dos derrotados

Posted by Cottidianos on 00:39

Terça-feira, 13 de dezembro

E assim, caros amigos e amigas, a roda da vida segue girando, e girando, e girando. Dias atrás, o entusiasmo dos jogadores da seleção, e dos brasileiros estava em alta, e hoje ele nem existe mais. A seleção brasileira era uma das favoritas, e hoje apenas assiste de camarote, saboreando os patês com o gosto amargo da derrota, o desenrolar das semifinais, e da final, no domingo. Aliás, não o Brasil, mas outras favoritas, com grandes estrelas, também já arrumaram a malas e voltaram chorosas e tristes para casa. Domingo, 17, conheceremos a grande campeã desse disputado torneio que acontece a cada quatro ano.

O Brasil vinha jogado bem as partidas da Copa, mas faltou maturidade e experiência aos nossos jogadores. Esqueceram o básico, as lições que se aprende ainda nas escolas de futebol.

Da derrota da seleção, podemos colher, dentre outras, duas grandes lições. A primeira: Quando se deseja conquistar algo que é realmente importante, é preciso esforço, foco, e algum sacrifício. E aqui falo das folgas que os jogadores da seleção tiveram no Qatar. Até carne folheada a ouro teve. Não que não seja bom passar momentos com a família. Sim, é maravilhoso. Mas o que estava em jogo era o título de hexacampeão, e para isso todo empenho era necessário. Ao final, todos ficariam felizes: família, jogadores e torcedores.

É assim quando se deseja passar num vestibular, num concurso, ou algo semelhante. É preciso dias de muito estudo, muito esforço, algum sacrifício. Depois, vencida a luta, então pode sair para comemorar o dia que quiser e quando quiser, já não haverá mais o peso da responsabilidade de tal batalha nas costas.

Segundo: Não acredita que o jogo está ganho, e relaxar. É preciso se agarrar com afinco ao que já foi conquistado para que a conquista se torne definitiva. Por exemplo, no jogo contra a Croácia, Neymar faz um gol de pênaltis faltando cinco minutos para o fim da prorrogação. E, em vez do time se fechar todo na defesa, não, foram correr para o ataque, dando assim oportunidade para o adversário empatar a partida, e vencer nos pênaltis.

Como diz o ditado: “Bola pra frente”. Daqui a quatro anos a gente sonha com o hexacampeonato novamente.

Rola bola nos gramados do Qatar, e rola bola nos gramados de Brasília também. O presidente eleito, Lula, já está veemente, fazendo negociações, escolhendo ministros, buscando o melhor caminho para tirar o país do atoleiro no qual o presidente Jair Bolsonaro o colocou.

Ontem, segunda-feira, 12, aconteceu o ato final do processo eleitoral com a diplomação de Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), respectivamente, presidente e vice-presidente da República. Com a diplomação, o TSE os declara aptos a tomar posse no dia 1o de janeiro. A cerimônia ocorreu no TSE.

A entrega dos diplomas foi feita pelo ministro-presidente do órgão, Alexandre de Moraes. O ministro teve papel preponderante, juntamente com outros ministros do TSE e do STF, nessa eleição ao combater as fake news e coibir os atos golpistas.

O presidente eleito estava visivelmente emocionado. “Esse diploma não é do Lula presidente, mas de parcela significativa do povo que conquistou o direito de viver em democracia. Vocês ganharam esse diploma”, disse ele durante o discurso. Ao lembrar da sua primeira diplomação Lula foi às lágrimas ao lembrar as críticas que sofreu por não ter diploma universitário.

Penso que não apenas a lembrança de sua primeira diplomação levou Lula às lagrimas, mas, sim, também ao pensar em quão difícil foi vencer essas eleições, na qual o candidato oponente usou, sem cerimonia nenhuma, a máquina estatal a seu favor nas eleições.

Em seu discurso Lula destacou a importância da frente ampla que agregou vários partidos e diversas correntes para que a vitória acontecesse. “Hoje, na transição de governo, se amplia para outras legendas e se favorece o protagonismo de trabalhadores, empresários, artistas, intelectuais, cientistas e lideranças dos mais diversos e combativos movimentos populares desse país”, disse ele.

Uma ausência bastante notada foi a da senadora Simone Tebet. A assessoria de imprensa da senadora, informou que ela estava em compromissos no Mato Grosso, e por isso, não pode comparecer. Porém, nas redes sociais, Simone Tebet, parabenizou Lula. Ela é cotada para ocupar algum ministério no próximo governo. A senadora foi grande força para Lula no segundo turno das eleições. Porém, essas coisas entre partidos não são assim tão fáceis. Tebet enfrenta resistência de integrantes do PT, e até do próprio partido, o MDB.

Na cerimonia de diplomação, a linha que alinhavou o tecido dos discursos foi a defesa da democracia. Tanto Lula, quanto Alexandre de Moraes exaltaram a defesa da democracia, e nem poderia ser diferente: faz quatro anos que a democracia está sendo atacada tanto por Bolsonaro quanto por seus apoiadores. “Vitória do respeito ao Estado de Direito, da fiel observância à Constituição. A diplomação da chapa é o reconhecimento da lisura do pleito, da legitimidade política conferida soberanamente. A Justiça Eleitoral se preparou para garantir transparência e lisura das eleições”, disse o presidente do TSE.

Alexandre de Moraes também disse que haverá punição para os golpistas. “Essa diplomação atesta vitória plena e incontestável da democracia contra os ataques antidemocráticos, desinformação e contra o discurso de ódio proferido por diversos grupos que, identificados, garanto, serão responsabilizados, para que isso não retorne nas próximas eleições”, disse ele.

Enquanto Lula está cada vez mais perto de colocar a faixa presidencial, os lunáticos bolsonaristas continuam brincando de golpismos, infantilmente, sendo visivelmente objetos de manipulação por parte dessa indústria destruidora de reputações que vem do submundo das redes sociais.

Ainda no dia de ontem eles deram trabalho à Polícia Militar do Distrito Federal. Os bolsonaristas tentaram invadir a sede da Polícia Federal. A PM precisou usar gás lacrimogênio, os bolsonaristas não se deram por satisfeitos e revidaram jogando paus e pedras nos agentes policiais.

Eles ficaram indignados com a prisão de um índio que participava dos atos golpistas. A ordem de prisão do indígena, José Acácio Serere Xavante foi dado por Alexandre de Moraes. Segundo ele, José Acácio havia convocado manifestantes armados para impedir a diplomação de Lula e Alckmin. Um ônibus que passava pelas proximidades foi incendiado pelos golpistas, bem como carros que estavam estacionados nas proximidades.

Enquanto atos golpistas ocorrem em várias cidades do país, o governo federal assiste a tudo isso, inerte, como se estivesse concordando e apoiando toda essa baderna promovida pelos golpistas em frente aos quarteis e rodovias.

Doentes. Não há outra palavra para descrever essa gente, e seus atos golpistas ridículos.


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