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O milagre brasileiro de Madre Teresa de Calcutá

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:50
Segunda-feira, 05 de setembro

Milagres acontecem quando a gente reza e reza sem desanimar
E a paz é dos milagres, o milagre mais bonito que se possa desejar
Milhares de pessoas encontram a resposta no momento de oração
Milagres acontecem quando pomos de joelho o coração
(Milagres Acontecem – Pe. Zezinho)




Quando acreditamos sem duvidar jamais, o impossível acontece.

Às questões para as quais não temos uma explicação racional ou científica, damos o nome de milagre.

Ontem, domingo, 04 de setembro, o Papa Francisco canonizou Madre Teresa de Calcutá: uma das mulheres mais influentes dos anos 2000, para o mundo e para a Igreja Católica, e um dos principais acontecimentos que elevaram a religiosa indiana à condição de santa, aconteceu no Brasil. As 120 mil pessoas que estiveram em Roma nesse fim de semana, para acompanhar a canonização nos dão uma ideia da dimensão dessa santa, que acolheu aos pobres como acolhia a um filho.

Em 2008, o jovem engenheiro paulista, Marcilio Haddad Andrino, então com 34 anos de idade, estava feliz. Havia oito anos conhecera, Fernanda Nascimento, e por ela se apaixonara. Os planos para o casamento estavam a todo. Planejavam casar-se em breve. Entretanto, Marcilio começou a ter problemas de visão dupla, convulsões fracas, e um pouco de desequilíbrio. Mas, logo de início não deu muita importância para esses problemas. Certo dia, perdeu os sentidos. Ficou desacordado, mas estranhamente percebia tudo a sua volta. Percebia o ambiente ao redor, enxergava as pessoas ainda que não muito bem, mas não conseguia ouvi-las. Ao voltar ao normal, e ao pensar no que havia acontecido, começou a ficar preocupado. “Devo ter algum problema sério”, pensava consigo mesmo.

O jovem engenheiro mecânico passou então a fazer uma romaria de consultório médico em consultório médico. Nenhum deles, entretanto conseguia dar um diagnóstico preciso da doença. Fernanda acompanhava de perto a luta do noivo. Era ela quem o acompanhava aos consultórios e clinicas, e tristemente ouvia dos médicos que desconheciam a causa dos males de Marcílio.

Os amigos e conhecidos de Fernanda passaram então a desencorajá-la do casamento. Afinal, como ela iria casar com um homem que estava doente, e que ninguém sabia ao certo qual era o problema. A jovem não deu ouvidos a tais comentários. No íntimo, sabia que teria de ficar ao lado do noivo naquele momento difícil da vida dele.

É verdade que, quando a cruz pesa demais, aquele que tem fé procura elevar o coração e o pensamento a Deus. Não importa a forma como se dá a forma de culto, o sentimento é sempre o mesmo: o de um filho que procura o colo do Pai. E nesses momentos de tormento e angústia, Fernanda resolveu ir a igreja que sempre costumava frequentar junto com o noivo.

O padre da paróquia, que acompanhava o sofrimento do jovem casal, deu-lhe algumas palavras de conforto, e um presente valioso, que salvaria a vida de seu noivo. Naquela ocasião, Fernanda nem desconfiava disso. O presente foi um invólucro contendo um pequeno pedaço do hábito de Madre Teresa de Calcutá.

A relíquia caiu nas mãos de Fernanda como uma luz em meio à escuridão. Em meio aos momentos difíceis, ela rezava, rezava e rezava. Sempre tendo às mãos a relíquia oferecida pelo sacerdote.

Mesmo em meio ao sofrimento provocado pela doença de Marcílio, o casamento foi mantido, e, em setembro de 2008, os dois fizeram juras e amor eterno aos pés do altar, em um casamento cheio de muita emoção.  Era um dia feliz. Dia de esquecer as tristezas e incertezas que a vida trouxera aos dois apaixonados, e viver a maior das relíquias: o amor.

Ainda vivendo os efeitos daquele momento mágico do casamento, a tempestade veio ainda mais forte para Marcílio. Ele teve uma convulsão muito forte. O desespero da família foi grande. Inconsciente, foi levado ao hospital.

A equipe médica foi avisada do caso grave que estava chegando ao hospital, e o médico designado para a missão foi o Dr. João Luis Cabral Junior. O Dr. João, imediatamente, pediu que fossem feitos exames. As radiografias e laudos mostraram resultados nada animadores. Elas mostravam abscessos no cérebro. Traduzindo para uma linguagem mais formal, Marcílio estava com bolas de pus no cérebro, como se fossem pequenas espinhas a tortura-lo.

O Dr. João ficou assustado. Os abscessos ele já tinha visto. Eram comuns no cotidiano de médico, mas geralmente não passavam de dois ou três, e eram facilmente tratados. O caso que ele tinha nas mãos era bem mais complicado. Os laudos mostravam, não apenas um ou dois, mas oito deles.

Nesse caso, a chance de vida do paciente se tornava mínima, muito pouca, quase nada.

A família recebeu com tristeza os resultados. Os médicos se debruçavam em cima dos laudos, e se esforçavam por, pelo menos, aliviar o sofrimento do paciente. Remédios à base de cortisona foram ministrados, porém, a melhora do paciente não acontecia. O nível de consciência começou a cair. O coma batia à porta de Marcílio. Para ele, as coisas ao seu redor se tornavam mais e mais confusas.

O Dr. João repetiu a tomografia e ela revelou que o paciente estava com acumulo de liquor, liquido que regula a temperatura do cérebro. Esse quadro é chamado de hidrocefalia. A hidrocefalia pressionou o crânio, levando, consequentemente, ao coma.

As chances de Marcílio eram muito poucas. Todos já se preparavam para a despedida final. Um padre chegou a ir ao hospital para dar a unção dos enfermos. Menos Fernanda, ela ainda acreditava em um milagre. Ela continuava rezando, rezando e rezando, agarrada ao pequeno pedaço do hábito de Madre Teresa, que o padre havia lhe dado.

Na solidão daquela UTI, apenas ela, o noivo, os médicos, a fé... E a relíquia que havia sido presente do sacerdote. Todo o amor e toda a força foi colocada na oração. Fernanda passava a relíquia na cabeça de Marcilio, e pedia a Madre Teresa que intercedesse por eles dois. Afinal, eram dois corações em sofrimento, e não apenas um.

A situação de Marcílio piorou ainda mais, e o médico resolveu fazer uma cirurgia de emergência. Todo o equipamento médico foi preparado na sala reservada para a delicada cirurgia que seria feita na cabeça do paciente.

Tudo já estava pronto, e, dentro de mais alguns minutos a cirurgia começaria. Então o inesperado aconteceu. O paciente abriu os olhos, e perguntou ao médico: “O que estou fazendo aqui”.

A partir desse momento, a melhora clinica do paciente foi visível. Os médicos não conseguiam entender o que acontecera com o paciente. A hidrocefalia é grave e, se não for tratada imediatamente, é morte na certa. No entanto, o paciente recuperava a saúde a cada dia.

Novos exames foram feitos, e eles mostraram que hidrocefalia havia sumido. E o mais impressionante: Não fora necessária intervenção cirúrgica. Na literatura médica não há casos semelhantes, e isso intrigou os médicos. Cientificamente, era impossível explicar.

Fernanda, a mulher de Marcílio, não cabia em si de contentamento. Ligou para todos os seus conhecidos e contou que Madre Teresa havia curado seu marido, que a fé havia vencido a doença.

Após um mês em agonia no hospital, como não houvera mais sinais de infecção, Marcílio recebeu alta. Não havia mais abscessos, nem hidrocefalia. A doença desapareceu sem que fosse necessária nenhuma intervenção cirúrgica.

A notícia se espalhou e chegou aos ouvidos do Vaticano. Um grupo de especialistas vindo de lá se reuniu durante cinco dias para investigar o caso. Foram ouvidos os médicos, os familiares, testemunhas. Prontuários foram analisados.

O objetivo era conseguir verificar se a medicina conseguira explicar a cura de Marcilio. Afinal, ele era um paciente que estava em quadro clinico de coma, e precisava de uma cirurgia delicada, e as chances do paciente voltar com vida desse procedimentos beiravam a zero. Entretanto, trinta e seis horas depois, esse paciente estava de volta ao quarto, conversando normalmente, como se nada tivesse acontecido.

Configurou-se algo extraordinário que não parou por aí. O casal ainda desafiou as leis do impossível mais uma vez. Os médicos haviam dito que, devido a quantidade de medicamentos que havia tomado, Marcílio ficaria estéril.

Entretanto, mostrando que Deus tudo pode, Marcílio viajou para o Vaticano, junto com a esposa, para assistir a canonização de Madre Tereza, o anjo da guarda que lhe salvou a vida. Junto com eles, foram também os dois filhos biológicos do casal: Mariana, com 6 anos, e Murilo, com 4 anos. 

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