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Evitando cair em armadilhas virtuais

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:28
Quarta-feira, 30 de dezembro




Antes era mais fácil entender a realidade.  Havia apenas dois mundos: o mundo material e mundo espiritual. Apenas dois mundos, cada qual com as leis próprias que os regem. Alguém pode objetar que não acredita no mundo espiritual, e que ele funciona como mundo paralelo ao nosso. Tudo bem, ninguém precisa acreditar em todas as coisas, afinal vivemos no mundo material, e é natural que haja pessoas extremamente materialistas. Isso é normal. Ninguém precisa acreditar na energia para que ela possa existir. Assim como também o ar não precisa de sua crença para existir. Mas essa é outra discussão e fica para outro momento.

O que quero mesmo é falar de outro mundo paralelo, no qual a maioria de nós acredita e navega por ele: A Internet. Os historiadores costumam dividir a história da humanidade em antes de depois de Cristo. Agora mais um elemento pode ser incluído em suas pesquisas e classificações. Agora, os historiadores também podem dividir a história em antes de depois da Internet.

Em meados desse mês, a 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, entrou com ação judicial determinando que os serviços do  WhatsApp fossem suspensos em todo o país por 48 horas. A justiça queria que investigados em determinado caso tivesse seu sigilo de mensagens enviadas pelo aplicativo, fosse quebrada, como a empresa se negou a atender ao pedido, o bloqueio pode ter sido uma represália. O fato é que isso causou um grande alvoroço. Muito se comentou sobre isso. Milhões de pessoas ficaram alvoroçadas com a possibilidade de ficar sem o WhatsApp. Isso porque o bloqueio da justiça determinava apenas a suspensão dos serviços de um aplicativo, imaginem então se a Internet tivesse sido bloqueada?

O comércio eletrônico é uma realidade. Em todo o mundo, a cada ano, bilhões de consumidores se integram a esse mercado, e a tendência não é diminuir esse fluxo de compradores e vendedores, ao contrário, a tendência é aumentar ainda mais.

Nesse mundo paralelo virtual chamado Internet nós compramos, vendemos, nos informamos, nos comunicamos com os de perto e os de longe, nos divertimos, enfim uma infinidade de outras coisas é possível na rede. Mas é preciso ter muito cuidado ao nos movimentarmos por essa imensa aldeia virtual. Assim como as benesses que ela pode nos trazer são incontáveis, os perigos também o são igualmente. Há muitos oportunistas, muitos aproveitadores. Você quer comprar um produto, mas do outro lado pode ter alguém que quer vender o produto, mas não entregá-lo ao consumidor.

Mas, como num a guerra, assim como há sites ávidos em ludibriar o consumidor, há também os sites que procuram orientá-lo, ajudá-lo a resolver o problema. A Internet é propícia a pratica do comércio. Por outro lado, se há sites que tentam prejudicar, ludibriar o consumidor, há outros que tentam ajudá-los.

Vou relatar três experiências que tive com compras na Internet. Certa vez, estava querendo muito comprar uma bicicleta. Escolhi uma na loja virtual de artigos esportivos, NetShoes. Quando já estava quase finalizando a compra, resolvi fazer, na própria rede, uma consulta à reputação da empresa. Verifiquei que havia reclamações de clientes que não receberam o produto, ou que receberam, porém muito depois do prazo previsto. Por via das dúvidas, resolvi comprar a bicicleta em uma loja física, aqui mesmo na cidade. Em outubro desse ano, estava à procura de um MP4. Havia um da marca Philips que me interessava muito. Nas dezenas de sites que procurei, sempre aparecia a reposta: produto indisponível. O produto já não estava mais sendo fabricado pela empresa. Finalmente encontrei o produto desejado a um ótimo preço no site Hiper Mais Barato. Já estava quase comprando, até já havia imprimido o boleto de pagamento, quando, resolvi consultar o site Reclame Aqui, a fim de verificar a reputação do Hiper Mais Barato. A reputação da empresa era péssima, muito ruim mesmo. Resolvi rasgar o boleto e desistir da compra, e com isso, evitei dores de cabeça.

Recentemente, comprei um pacote do antivírus Avast. Nesse mar virtual há piratas demais, gente muito mal intencionada. Ficar sem antivírus não é recomendável. Enfim, comprei o antivírus, e quando fui instalar aparecia a mensagem de que eu estava desprotegido e que precisava comprar a licença. Mandei vários e-mails para a NexWay, empresa da qual eu havia comprado o produto. Não recebi resposta de nenhum. O que fazer? Perguntei-me. Por fim, lembrei-me do site Reclame Aqui. Não tive dúvidas: Entrei lá e deixei minha reclamação. O resultado foi melhor do que esperava. Recebi um e-mail do Reclame Aqui dizendo que a empresa já havia sido notificada, e que em breve se pronunciaria. Não deu outra: Cinco dias depois a empresa entrou em contato por e-mail e o problema foi solucionado.

Comprar pela Internet é muito bom. Você não tem que enfrentar nenhuma correria, nem procurar vagas em estacionamento, nem ter esperar na fila, economiza tempo, recebe o produto em casa, e série de outras facilidades. Porém temos que observar certos critérios de segurança para não cairmos em nenhuma fraude.

Em primeiro lugar é sempre bom comprar em sites confiáveis de lojas que você já conhece. Desconfie daquelas promoções milagrosas, tipo, “caiu do céu”. Além disso, antes de fazer compras na Internet, consulte a reputação da empresa em sites como o Reclame Aqui, e Procon.

Finalizo esta postagem com algumas dicas para uma compra segura no comércio virtual que encontrei no site IDGNOW.

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Especial: Veja 11 dicas para fazer compras seguras pela Internet

Aluisio Andrada


1 - Use sites familiares: Inicie suas compras sempre por um site confiável, em vez de fazer compras utilizando um motor de busca. Infelizmente, os resultados das pesquisas podem ser manipulados para desviá-los, especialmente quando você navega e segue adiante as primeiras páginas do site/link desejado. Se você conhece o site, as chances de serem uma fraude são bem menores. Todos conhecemos a www.amazon.com e a quantidade de ofertas que eles possuem em seu site; da mesma forma, boa parte dos grandes magazines brasileiros também possuem uma loja on-line. Tenha muita atenção com erros ortográficos ou sites usando um domínio diferente (.net ao invés de .com.br, por exemplo). Estes são os truques mais antigos e ainda mais exitosos. Note que as vendas nesses sites podem parecer mais atraentes, pois é desta que eles o induzem a compra.

2 - Observe o famoso CADEADO: Nunca, jamais, compre qualquer coisa on-line usando seu cartão de crédito em um site que não tenha no mínimo, criptografia SSL instalado (Secure Sockets Layer). Não se preocupe pois é fácil identificar, a URL do o site sempre vai começar com https://(em vez de apenas http://). Além disso, um ícone de um cadeado fechado aparece na barra de status, normalmente na parte inferior do seu navegador, ou em outros casos, ao lado direito da URL na barra de endereços. Isto vai depender obviamente do navegador utilizado.

Nunca, nunca envie por e-mail suas informações de Cartão de Crédito

3 - Procure informações da empresa: Por definição, toda empresa, idônea e devidamente instituída, deve possuir um número CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) para operar. Assim, é possível obter este número por meio de um serviço chamado “who is” (“quem é?”). Para tanto, basta ir até o endereço http://registro.br/ e com a URL da loja, clique na opção “Who is”. Em posse do CNPJ, vá até o site http://www.receita.fazenda.gov.br e acesse o menu: Pessoa Jurídica > CNPJ > Comprovante de inscrição. Lá, digite o número do CNPJ, e você terá acesso a informações como o nome da empresa, e principalmente, a data em que ela foi criada. Não é incomum encontrarmos empresas que afirmam possuir mais de 10 anos no mercado, quando na realidade foram abertas no mês passado. Não seja mais um consumidor fraudado, ou diria, vítima deste sistema; sempre procure obter junto à empresa o CNPJ, se não estiver no site, ligue diretamente lá.

4 - Verifique seu Extrato do Cartão de Crédito: Não espere até o início do próximo mês para verificar se suas compras foram lançadas em seu cartão de forma correta. A grande maioria das operadoras de cartão de crédito, e especialmente, a de débito, disponibiliza os lançamentos de forma on-line. Certifique-se de que não há quaisquer cobranças indevidas que indiquem ação fraudulenta ou mal-intencionada, ainda que provenientes de sites confiáveis. Caso seja identificado algo irregular, pegue o telefone e resolva a questão de imediato. No caso dos cartões de crédito, como os pagamentos são realizados em base mensal, você tem até 30 dias para notificar a operadora/banco a respeito do desvio, após esse período você assumirá a compra. Com o advento dos serviços de pagamento on-line, como: PayPal, PagSeguro e MoIP, é possível manter suas informações de cartão de crédito armazenados em um servidor seguro, enquanto faz suas compras, sem que para tanto sejam fornecidas suas informações financeiras ao varejista. Neste caso, preste atenção apenas nas taxas cobradas, e sua aceitação no mercado local e estrangeiro.

5 - Muita atenção aos Selos de Segurança: Aonde há necessidade, há oportunidade, e neste contexto, notamos uma verdadeira enxurrada de Selos de Segurança inundando os sites de compra on-line. Eles ornamentam os rodapés dos sites com seus brasões e cadeados reluzentes na expectativa de “inocular” no futuro possível cliente, a segurança de que sua transação será tão segura quanto se fosse realizada em uma loja física. Mero equivoco. Embora sites idôneos e legítimos façam uso deles, qualquer site malicioso pode exibi-los também sem qualquer ônus; na realidade qualquer site na Internet pode exibir a imagem que desejar. Exceções a parte, sua grande maioria não garante nada, e principalmente, não podem ser contestados quanto a sua legitimidade. Portanto, faça uso da pesquisa. Existem vários sites relatando as experiências de outros usuários enquanto realizam suas compras em determinado site. Ainda que a verdade seja discutível, eles servem de termômetro do que eventualmente poderão enfrentar em situações similares. Por fim, leia a Política de Privacidade e entenda o que fazem com seus dados, afinal você não quer nenhum telemarketing te ligando 50 vezes ao dia para vender algo.

6 - Use senhas fortes: Todos sabemos o quanto isto é importante, no entanto, ainda utilizamos senhas comuns, afinal senhas complexas são mais difíceis de decorar do que a data de aniversário de seu filho ou esposa, concorda? Ainda pior, não contentes, utilizamos a mesma senha para vários serviços diferentes. Opte por senhas não mnemônicas, que utilizem caixa alta, baixa, caracteres especiais e, possuam no mínimo 8 dígitos. Existem centenas de programas com dicionários prontos para quebrar senhas comuns, não seja mais uma vítima da mesmice.

7 - Pense em Mobilidade: Olha que interessante: uma pesquisa trimestral da “State of Mobile Commerce” detalha que no Brasil 10% das compras ocorreram via smartphones e 4% em tablets. O relatório ainda indica que a cota de transações via mobile no Brasil deve chegar a 22% até o final de 2015, na média mundial esse número deve corresponder a 40%. Novamente, não há motivos para pânico e para descartar seu tablet ou smartphone, a “charada” aqui é usar aplicativos fornecidos diretamente pelos varejistas, (Amazon, Submarino, Decolar, etc.) e disponibilizados via Apple ou Play Store. Use os aplicativos para encontrar o que deseja e, em seguida faça a compra diretamente, sem ter que acessar o site da loja.

8 - Certifique-se de que está usando um equipamento seguro: Se o seu computador não está protegido contra software maliciosos, há grandes chances de suas informações financeiras e senhas serem roubadas (e tudo mais que você armazenar no seu computador). Este conceito é tão básico, mas apenas uma pequena fração da população protege seus computadores, seja por ignorância, seja por desleixo. Use uma conexão segura, tenha sempre instalado um antivírus, antimalware e um firewall pessoal em seu computador. Se você usa uma rede sem fio, certifique-se de que esteja criptografada, afinal os cyber criminosos estão sempre a espreita.

9 - Não use Wi-Fi público para realizar compras: Com a popularização da Internet, compelido pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) do Governo Federal, é cada vez mais comum você ter acesso grátis seja numa praça pública, seja em um pequeno estabelecimento comercial. No entanto, o que parece ser grátis pode se tornar um custo inimaginável à um usuário comum ou despreparado. Sempre que você digitar informações pessoais usando uma rede pública, esteja ciente de que suas informações podem ser roubadas. A maioria dos hotspots Wi-Fi não criptografam os dados trafegados, de maneira que qualquer cyber criminoso, com um pequeno arsenal de ferramentas, poderá facilmente acessar suas informações enquanto compartilham o mesmo hotspot WiFi. O mesmo se aplica a smartphones e tablets. Esteja bem ciente do risco e avalie se não vale a pena esperar até você chegar em casa para efetuar aquela compra que parece ser imprescindível e inadiável naquele momento.

10 - Cartões de presente, salvação de última hora: Os cartões de presente são, e sempre serão, a tábua de salvação de muitas pessoas, e com a proximidade do Natal, ele se tornará imprescindível; este ano não será exceção. Tenha muito cuidado com as lojas que oferecem este serviço; certifique-se se a loja é legítima, que a pessoa usará o cartão somente na loja objeto da compra, e que esta não exigirá demasiada informação do presenteando, para que este desfrute de seu presente.

11 - Muito bom para ser verdade: Quem nunca recebeu uma oferta imperdível para a compra do celular dos seus sonhos, ou ainda, um cupom de desconto relâmpago para seu deleite em uma loja de eletrônicos. A engenharia social ainda é o método mais bem-sucedido dos cyber criminosos, pois ele atua diretamente num dos sentidos mais suscetíveis do ser humano – o do Desejo. Cuidado, muito cuidado, com qualquer loja virtual que prometa um preço muito abaixo do mercado. Se o valor é muito baixo, considere se o comerciante opera pelas vias legais; se o item confere com a marca e modelo desejado ou trata-se de substituto barato; se você será capaz de retornar mercadorias eventualmente danificadas; se o comerciante não irá faturar vendendo suas informações financeiras, e daí por diante. O mesmo se aplica para os e-mails e cupons de descontos recebidos, alguns inclusive de pessoas conhecidas, que supostamente realizaram uma compra e o indicaram para um desconto solidário. Não existe almoço grátis.

*Aluisio Andrade é diretor de Operações e Serviços na Nap IT.

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