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Paternidade: dom divino

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 20:25
Sábado, 10 de agosto


“O que me fascina em Jesus não é só a capacidade de ressuscitar os mortos, de
Curar os cegos ou os paralíticos, o que me fascina Nele é a sua capacidade
E a coragem de dizer que Deus é Pai, um Pai que tem preferência pelos piores
Homens e mulheres deste mundo. Um Pai que ama os que não merecem ser
Amados, que abraça os que não merecem ser abraçados e que escolhe os que
Não merecem ser escolhidos. Um Pai que quebra as regras ao nos desconcertar
Com seu amor tão surpreendente, um Pai que não quer se ocupar com os erros
Que você cometeu até o dia de hoje. Porque o amor que Ele tem por você, é um
Amor cheio de futuro. Ele não está preso ao seu passado e a Ele não interessa
O que você fez ou deixou de fazer de sua vida. A Ele o que importa é o que
Você ainda pode fazer."

(Pe. Fábio de Melo, na música Graças Pai)


Imagem: http://bibliaeaciencia.blogspot.com.br/2011/01/criacao.html#.UgaPbNI3tc0


Quem é nosso pai? Não falo do eu enquanto individuo, mas enquanto raça humana. Enquanto individuo sabemos que temos uma árvore genealógica. Dessa forma, é fácil saber quem são nossos pais, avós, bisavós, tataravós e assim por diante.

Mas enquanto humanidade? De onde viemos? Sim, porque os seres e coisas não surgem como num passe de mágica. Toda causa tem seu efeito. Qual  fator primordial teria feito surgir a vida na terra? Teorias existem, é verdade, mas teorias são aquilo que são: teorias. E teorias elaboram hipóteses, mas não explicam de fato. Concluímos, portanto, que apesar de todo desenvolvimento científico e tecnológico da humanidade, nossa filiação primeira ainda é desconhecida.

Temos uma filiação espiritual. Isso é fato aos que crêem. Essa crença, de certo modo, preenche a sensação de orfandade: temos um Pai. Deus é nosso Pai maior. Também essa questão envolve um mistério. Em que momento de nossa história, nossos antepassados sentiram a necessidade de reportar-se a um ser superior? Refletindo acerca dessas questões, vemos que somos seres em evolução, inconclusos e, como tais, imperfeitos.

Aos poucos, vamos desvelando aquilo que antes cobríamos com véus. Antigamente, se dizia ás crianças que elas haviam chegado ao mundo pelo bico de uma cegonha. Hoje se formos falar isso elas, certamente, elas nos chamarão de inocentes. É recomendável que se diga a elas que são frutos de um momento de amor, de um momento bonito entre um homem e uma mulher, seus pais. Não podemos, todavia, fechar os olhos a outras formas modernas de concepção e falar a verdade, se esse for o caso.

Em que consiste a paternidade? Quando um homem se torna pai, ele recebe não um objeto, uma coisa, mas uma vida. Um ser humano formado de corpo e espírito. Como pai deve o indivíduo prover meios para que o corpo físico do pequeno ser desenvolva-se em harmonia. Não deve descuidar, porém, da parte espiritual, sob o risco de desenvolver o ser pela metade. E o que é pela metade não resplandece em plenitude.

Ser pai é ser um guardião. Guardião de um espírito para cuidar, para acompanhar o desenvolvimento. Deve fazer valer sua autoridade de pai – e note que hoje a nossa sociedade vive uma crise de autoridade – no sentido de que o filho desenvolva sua própria individualidade. Os pais não criam filhos para si mesmos, criam para que eles façam seu próprio caminho na vida. É dessa forma que tem que ser. Não deve esquecer, portanto, de dar-lhes meios que lhes servirão de norte na vida. Deve fortalecer neles valores como caráter, individualidade, personalidade, dentre outros.

Sabemos que há aqueles sem a menor consciência ou conhecimento do ofício da paternidade. Esses maltratam os pequeninos, quando não fazem coisa pior. Poderíamos chamar a esses de animais. Estaríamos, porém, ofendendo aos animais. Resta-nos rezar por essas pobres e perturbadas almas para que se convertam a paz e ao amor, sem deixar de clamar para elas a justiça divina e humana.

À todos nós, tenhamos à consciência de que a vida é eterna, de que a vida é uma escola e terra, apenas, o jardim de infância.

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