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As sementes da democracia

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 18:33
Domingo, 20 de agosto
“Atirei minha semente
Na terra onde tudo dá
Chuva veio de repente
Carregou levou pro mar
Quando as águas foram embora
Plantei sonhos no chão
Mais demora minha gente
Ter na hora um verde puro
Ou dar fruto bem maduro”
(Semente - Almir Sater & Paulo Simões)


Seja na aurora da vida, ou no meio do dia, seja ao entardecer da existência, sempre é tempo de internalizar algum conhecimento, de trazer para dentro de nós, algum princípio de sabedoria, que nos torne seres humanos melhores.
Para aquele que se coloca diante da vida como um aluno, cada dia, cada hora, cada momento é um ato de aprendizado. Mesmo porque a vida e o tempo são professores incansáveis. Professores que, fora dos métodos tradicionais de aprendizagem, às vezes ensinam pelo amor, às vezes pela dor. Em ambos os casos, o objetivo é sempre o mesmo: que estejamos prontos, ou quase prontos, no momento em que formos chamados para continuar o aprendizado nas salas de aulas da eternidade.
A eternidade é perfeição. Quantas vidas nos são necessária para alcançarmos a perfeição? Quem de vós pode bater no peito e afirmar-se um ser humano perfeito?  Tu mesmo, conheces alguém que seja perfeito neste mundo de ilusões fugazes?
“Sede perfeitos como é perfeito o vosso pai que está nos céus”. Assim nos exorta Jesus nos evangelhos. Mas... Quão difícil é o caminho, e quão íngreme a estrada que leva a perfeição. Levanta-se aqui, cai acolá. Um passo de cada vez. Mais um. Alguns desistem de continuar o caminho. Outros resmungam e se afirmam incapazes de tal coisa. Estes terão trabalhado dobrado, pois a eternidade como símbolo de perfeição e evolução não aceita desistências, pois não conhece outro objetivo que não seja o encontro do homem com sua essência.
Talvez o mais difícil nessa caminhada em direção à plenitude é que não se podem pegar elevadores, nem aviões, nem todas essas modernidades que levam a humanidade para cima e para baixo, seja nos pequenos prédios de qualquer cidade, seja nos arranha-céus de Dubai. Na estrada da plenitude, não tem jeito: a subida é feita degrau por degrau, passo a passo. Pode ser que isso irrite a muitos tão arraigados às modernidades, acostumados a viver na velocidade da luz quando se trata de tecnologia.
Ainda falando desse Jesus que nos exortou a sermos perfeitos como o Pai é perfeito, ao que nos consta, em seu currículo não há nenhuma graduação em Stanford, nenhum doutorado em Cambridge, nem um pós-doutorado em Harvard. Também não consta do currículo dele nenhuma especialização em Oxford. Nem tampouco, o nazareno, nascido de gente simples, e vivendo entre gente simples, era versado em línguas. Se houvesse redes socais naquela época, certamente não o encontrarias em viagens luxuosas pelo Caribe, nem encontrarias postagens dele vivendo em grandes mansões, nem rodeado de celebridades.
No entanto, aquele homem simples conseguiu confundir um império inteiro. E não era um império qualquer. O império em questão tratava-se do poderoso Império Romano. A força do Messias era tão forte e as sementes que ele espalhou, eram tão poderosas, que mesmo após sua morte, e sem a força das armas, conseguiu vencer aquele que havia lhe tirado a vida física. Como uma semente que cresce e se fortifica, mesmo sofrendo perseguições por três séculos após a morte de seu principal ícone, no ano 313, o imperador Constantino legaliza o cristianismo, e em 390, ele se torna a religião oficial do Império Romano.
Assim, mesmo sem diplomas importantes, e sem o domínio das línguas, a palavra daquele que andava entre pescadores e era acolhido por gente simples, espalhou-se por entre as nações.
Toda essa obra, porém, só cresceu e frutificou por ter sido plantada em solo fértil, e regada com muito suor, e até com sangue. Solo fértil e boa semente: Eis aí a receita para que se possa fazer prosperar uma obra, para que se façam crescer as nações, e juntamente com elas, os sonhos e desejos daqueles que se abrigam sob os seus mantos, suas bandeiras.
Abre-se nesse ponto do ponto do presente escrito para a parábola do semeador, proferida pelo mestre à beira de um lago. Outra curiosidade a respeito deste homem é  a de que ele não falava as coisas claramente aos seus discípulos e aos seus seguidores. Sempre falava sobre os mistérios divinos e ate sobre si mesmo usando histórias simples, cheias de simbolismo, nas quais cada elemento da narrativa tem um significado específico. Em todas elas, porém, há sempre algum ensinamento, alguma reflexão sobre a vida. Conta a parábola:
A parábola do semeador
Naquele mesmo dia Jesus saiu de casa e se sentou à beira do lago. Uma grande multidão se juntou ao seu redor. Havia tanta gente que Jesus entrou num barco e se sentou; e toda a multidão permanecia de pé na praia. Jesus lhes ensinou muitas coisas por meio de parábolas. Ele dizia:
— Certo homem saiu para semear. Enquanto semeava, uma parte das sementes caiu à beira do caminho e os pássaros vieram e as comeram. Outra parte caiu no meio de pedras, onde havia pouca terra. Essas sementes brotaram depressa pois a terra não era funda, mas, quando o sol apareceu, elas secaram, pois não tinham raízes. Outra parte das sementes caiu no meio de espinhos, os quais cresceram e as sufocaram. Outra parte ainda caiu em terra boa e deu frutos, produzindo 30, 60 e até mesmo 100 vezes mais do que tinha sido plantado. Quem pode ouvir, ouça.
Sabe-se que para que uma cultura de qualquer grão ou cereal tenha efeito, são necessários três coisas: semeador, semente, e solo.
Ora, e o que tem que fazer o semeador? Nada mais além de semear a semente. Se passar pelos campos e deixar a semente na sacola nada terá feito, e semente nenhuma terá semeado. Se as deixar estocadas no celeiro tampouco haverá safra nenhuma. Portanto, o trabalho do semeador é arregaçar as mangas e por se a semear.
Para que o trabalho daquele que semeia seja produtivo e a safra seja farta concorrem duas coisas: que a semente seja boa, e que o solo na qual ela é depositada também o seja. Não adianta jogar boa semente em solo ruim. Perde-se o trabalho todo.
Na parábola em questão o semeador depara-se com quatro tipos de situação: as sementes que caíram à beira do caminho, às que caíram em meio às pedras, às que caíram em meio aos espinhos, e às que caíram em terra boa. As primeiras foram comidas pelos pássaros, as segundas ficaram espremidas entre as pedras. Essas até brotaram, pois ainda ali havia um pouco de terra, mas não era suficiente para que as sementes germinassem. Faltava-lhes profundidade para que as raízes pudessem se aprofundar. As seguintes foram sufocadas pelos espinhos, e as últimas, caíram em terra boa. Essas sim! Cresceram e deram bons frutos para alegria daquele que semeou.
Transpondo esta parábola para o campo político, temos que a democracia tem semeado suas sementes pelos campos imensos do país. Mas poucas sementes têm frutificado. O solo do país é fértil. A semeadora é esforçada e sábia. Porém para que a semente cresça e frutifique no solo de uma nação há que concorrer quatro coisas: bom semeador, boa semente, solo fértil, e vento favorável.
Infelizmente, nos campos da política brasileira estão faltando ventos favoráveis. A democracia tem tido um trabalho medonho. Sua sacola está cheia de boas sementes, e há um solo de primeira qualidade ávido de sementes para fazer frutificar. Mas os ventos não tem sido favoráveis. E esses ventos, soprando em contrário, fazem com que muitas sementes caiam à beira do caminho. Podemos comparar estas aos políticos que ingressam na política, mas sem muita convicção, e sem vocação para a vida pública, acabam sendo presas fáceis de negociações escusas e logo abandonam a causa pela qual deveriam lutar, e mudam de lado rapidamente, abandonando aqueles que os elegeram através do voto.
Os que caem entre as pedras, podemos compará-los àqueles que até entram para a política com boas convicções, cheios de ideais de mudança, e planos de lutar para que o país tenha um futuro melhor. Entretanto, esses conceitos, vontades e ideais estão apenas no campo teórico, sem estarem enraizados em seu caráter. Esses logo sucumbem ao oferecimento da primeira propina, e aliam-se aos poderosos, esquecendo, rapidamente, seus sonhos de uma nação que cresce junto com seus habitantes. As sementes que caem entre os espinhos são aqueles que entram cheios de entusiasmo, e de idealismo, porém, encontram nas casas legislativas um clima tão adverso, tão cheio de corrupção e falta de compromisso com o povo, que ficam sufocados por essas dificuldades e deixam morrer em seus corações o desejo de lutar por um país melhor. Essas sementes logo secam e apodrecem, não dando fruto algum.
Porém, ai do povo de um país, de uma nação, se nenhuma semente caísse em terra boa. Aí seria o fim dos sonhos. Apenas campos secos e desertos. Sem frutos para alimentar a população, e sem árvores que abrigasse do calor intenso. O trabalho da incansável semeadora democracia não é de todo em vão em nosso país. Há sementes que caem em terra boa. Essas são aqueles políticos que, mesmo, e apesar de toda a adversidade, apesar das tentações que lhe passam pela frente, ainda conseguem dizer não aos projetos contrários aos interesses da nação quando eles são colocados em plenário em votação. Esses nem sempre ganham, mas também nem sempre perdem.
E graças a essas sementes que caíram em terra boa, é que os campos ainda tem esperança de não serem dominados pelo terrível joio, e de ainda frutificar produzindo “30, 60 e até mesmo 100 vezes mais do que tinha sido plantado”.

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Calmarias e icebergs

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:01



Terça-feira, 15 de agosto
Every night in my dreams
I see you, I feel you
That is how I know you go on
Far across the distance
And spaces between us
You have come to show you go on
(My heart Will Go On - James Horner / Will Jennings)



Há quase vinte anos, mais precisamente em 19 de dezembro de 1997, o mundo assistia deslumbrado, a estreia do filme Titanic.  Um épico do cinema, dirigido por James Cameron. Logo Titanic se tornou um dos filmes de maior bilheteria da história do cinema. O clássico levou nada menos que 11 estatuetas na cerimônia do Oscar, inclusive de Melhor Filme, e Melhor Música com a canção “My Heart Will Go On”, magistralmente interpretada por Celine Dion. O filme também foi o responsável por alçar dois jovens talentos aos céus já estrelados de Hollywood: Leonardo DiCaprio e Kate Winslet.

O filme conta a história de uma tragédia, ao mesmo tempo em que usa como tempero uma história de amor. Rose (Kate Winslet), uma passageira da primeira classe, se apaixona por Jack (Leonardo DiCaprio), um artista e aventureiro que viaja na 3a classe. Jack não sobrevive ao mar gelado e morre.

Embora o romance vivido pelos dois no filme seja fictício, as maiorias dos fatos narrados são reais, idem para os dramas vividos naquele luxuoso transatlântico. O deus-navio Titanic, partiu em sua viagem de Southampton, maior cidade portuária da costa Sul do Reino Unido, em 10 de abril de 1912, com destino a Nova Iorque.

Dentro do navio, tudo era festa, luxo e glamour. Os da 1a classe sentiam-se deuses no Monte Olimpo. Os da 3a classe se sentiam próximos aos deuses e, portanto, também privilegiados. Fora do navio, tudo era calmaria. O mar parecia ter sido feito para o Titanic, e o Titanic parecia ter nascido para cumprir seu destino glorioso nos mares. Porém, o mar é traiçoeiro. Ninguém confie de forma tão arraigada em suas águas mansas e calmas, pois é justamente por baixo delas que podem estar escondidos perigos mortais.

E tudo seguia exatamente assim. Até que, ao passar por Cherbourg-Octeville na França e por Queenstown na Irlanda, o luxuoso gigante dos mares colidiu com um iceberg. Era madrugada do dia 14 de abril de 1912. O navio afundou no dia seguinte vitimando mais de 1.500 pessoas. “O Titanic não pode afundar. É impossível ele afundar”, disse Bruce Ismay, Presidente da White Star Line, proprietária do transatlântico. E o Titanic afundou, provando que o impossível acontece, para o bem e para o mal.

“Nele estavam 2.224 pessoas, entre passageiros e tripulantes – 1.514 das quais, ou seja, 68% do total, morreram afogadas ou congeladas. Quase metade dos que perderam a vida, 696, eram tripulantes (ou seja, carvoeiros, foguistas, mecânicos, cozinheiros, mordomos, etc) – outros 528 eram passageiros da 3ª classe. Dos passageiros ricos, que ocupavam a 1ª classe, 62% sobreviveram; na segunda classe, 41% se salvaram; enquanto, entre os pobres da 3ª classe, apenas um em cada quatro permaneceram vivos”, escreve sobre o acidente, o colunista do El País Brasil, Luiz Ruffato, em seu artigo, Titanic.

A postagem de hoje fala do luxuoso Titanic, porém, metaforicamente, poderíamos substituir Titanic por Brasil. Pense o leitor, ou leitora no Brasil como esse gigante que singra os mares, no qual os ricos e poderosos estão na primeira classe comendo e bebendo do melhor, enquanto na terceira classe, viajam aqueles que lhes proporcionam, à custa do seu suor, uma viagem confortável.

Lembram-se do Lula, em 2008, os Estados Unidos viviam, à época, uma grave crise, e o então presidente afirmou que, se essa crise chegasse ao Brasil, chegaria apenas como uma marolinha. Em 2015, a presidente Dilma Rousseff reconhecia os efeitos no Brasil da crise pela qual o mundo atravessava, e afirmava que a marolinha tinha virado uma onda. Também Dilma, no comando do navio, afirmou que tudo estava tranquilo, minimizando dessa forma, a força do iceberg que atingiria o navio milhas à frente.

Tiraram Dilma do comando, e ela foi substituída pelo seu vice, Michel Temer. Este, mesmo tendo os brasileiros sentido o barco balançar para lá e para cá, vive afirmando que o país não atravessa crise alguma. Temer, tal qual sua antecessora, minimiza os efeitos de uma crise que pode jogar o país cada vez mais para trás, de uma forma ou de outra.

E, os brasileiros, anestesiados, não se sabe se pela enxurrada de escândalos, ou pela miragem de que tudo pode melhorar de uma hora para outra, viajam como se estivessem em mar em plena calmaria, enquanto o iceberg já está raspando o casco do navio...

Depois não adianta gritar, chorar, e espernear, pois, como no pomposo Titanic, a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco. Os da primeira classe sempre encontrarão meios de escapar ilesos do naufrágio. Pode ser que alguns deles sucumbam, mas será sempre a menor parte...

Abaixo, este blog compartilha, artigo — já citado anteriormente — de Luiz Ruffato, colunista do El País Brasil. O artigo do jornalista tem por título: Titanic.

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Titanic

O Brasil de Temer é um navio sem comandante navegando a pleno vapor com uma tripulação anestesiada a espera de um desastre

Luiz Ruffato

Sexta-feira, dia 4. Noite, 15 graus. Um grupo de uns 50 jovens, com pouco mais de 20 anos, portando três bandeiras negras do anarquismo, alguns mascarados, a maioria de cara limpa, fecha a pista direita da avenida Paulista. Eles caminham gritando palavras de ordem contra os políticos de maneira geral, desde o vão do MASP (Museu de Arte de São Paulo) até quase a esquina da rua da Consolação. Param. Fazem uma rápida assembleia, decidem voltar pela faixa esquerda. Andam um quarteirão, e indecisos param novamente, e resolvem descer a rua Augusta, em direção ao centro.

Vários carros e motocicletas e dezenas de homens da Polícia Militar acompanham o protesto, perfazendo o triplo do número de manifestantes. Um policial fardado e outro à paisana filmam a passeata que segue organizadíssima. Embora causem enorme confusão no trânsito, em pleno horário de rush, não se ouve nenhuma buzina. Nas calçadas, apressados, passam os transeuntes pendurados em seus celulares, driblando os camelôs que apregoam seus produtos. Anestesiada, a noite cruza os braços de frio.

Dois dias antes, em Brasília, 263 deputados federais garantiram a aprovação do parecer do tucano Paulo Abi-Ackel favorável ao arquivamento da denúncia de corrupção passiva contra o presidente não eleito, Michel Temer. Para alcançar seu objetivo, Temer não precisou recorrer a conversas privadas, extraoficiais, como a que deu origem à acusação do empresário Joesley Batista, da JBS. Deixando de lado o pudor, Temer passou os últimos dois meses dedicando-se exclusivamente a editar medidas e a negociar emendas que assegurassem os votos necessários para a salvação do seu mandato – e, para isso, mandou às favas a decência e as contas públicas.

Naquele dia, não havia, em frente ao prédio do Congresso Nacional, carros de som de centrais sindicais, nem estandartes de partidos políticos, nem patos gigantes, nem bandeiras nacionais: apenas o olhar incrédulo do pedreiro, garçom e pintor mineiro, André Rhouglas, que, após percorrer de ônibus 910 quilômetros em 15 horas para acompanhar a votação, se viu sozinho com a faixa de “Fora Temer”. O fenômeno se repetiu Brasil afora: quarta-feira, dia 2, era apenas mais uma data como outra qualquer.

Na madrugada de 15 de abril de 1912, o gigantesco navio RMS Titanic afundou, após abalroar um iceberg, nas águas geladas do Atlântico Norte. Nele estavam 2.224 pessoas, entre passageiros e tripulantes – 1.514 das quais, ou seja, 68% do total, morreram afogadas ou congeladas. Quase metade dos que perderam a vida, 696, eram tripulantes (ou seja, carvoeiros, foguistas, mecânicos, cozinheiros, mordomos, etc) – outros 528 eram passageiros da 3ª classe. Dos passageiros ricos, que ocupavam a 1ª classe, 62% sobreviveram; na segunda classe, 41% se salvaram; enquanto, entre os pobres da 3ª classe, apenas um em cada quatro permaneceram vivos.

Segundo índice da Confederação Nacional da Indústria, aferido entre março e julho, o medo do desemprego chegou a 66,1 pontos, o quarto maior da série histórica iniciada em 1999. A taxa de crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro para este ano, segundo a otimista projeção do Fundo Monetário Nacional, deve ser de apenas 0,2%. E nosso índice de homicídios, segundo relatório da Organização Mundial de Saúde, com base em dados de 2015, é 30,5 assassinatos por 100 mil habitantes, número que vem crescendo ano a ano.

O pior de tudo, entretanto, é esta estranha sensação de calmaria, a mesma que antecedeu o desastre do Titanic. Na época, não se sabia que um mar de águas muito tranquilas é sinônimo da presença de icebergs. Somos um navio sem comandante navegando a pleno vapor na noite escura. Se ainda tivéssemos esperança de que lá na frente alguém comprometido com o salvamento do país assumiria o controle... mas nem isso... Aqui a história se repete de maneira cruel: quem sofrerá as consequências será, como sempre, o pessoal que ocupa a terceira classe, os pobres. E os ratos serão os primeiros a abandonar o barco...

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