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Feliz dia das bruxas… E dos bruxos também!

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:10
Sexta-feira, 31 de outubro


Nesse Halloween, deixo para vocês a mensagem de um bruxo, maluco beleza, chamado Raul Seixas.  Feliz Dia das Bruxas… e dos Bruxos também!

Com vocês, do caldeirão do tempo, a letra da canção, Eu nasci há dez mil anos atrás.

***



Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás

Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada
Com uma cuia de esmola e uma viola na mão
O povo parou pra ouvir, ele agradeceu as moedas
E cantou essa música, que contava uma história
Que era mais ou menos assim:

Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi Cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo pra pagarem seus pecados,
Eu vi,

Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu vi,

Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)

Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa

Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros pra floresta
pro quilombo dos palmares
Eu vi,

Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)

Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha
Eu li,

Eu li os simbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança pra poder dançar ciranda
E, quando todos praguejavam contra o frio,
eu fiz a cama na varanda
Não, não porque

Eu nasci Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais

(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Não, não

Eu tava junto com os macacos na caverna
Eu bebi vinho com as mulheres na taverna
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei e perna
Eu também,

Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E praquele que provar que eu tou mentindo
eu tiro o meu chapéu
Eu nasci

(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais


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George Foreman x Muhammad Ali: 40 anos de uma luta que parou o planeta

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 19:58
Quinta-feira, 30 de outubro

“Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante
Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá”

 (Um Índio – Caetano Veloso)



 Na madrugada de 30 de outubro de 1974 uma luta de box deixaria sua marca na história do esporte, escrevendo-a com letras de ouro. Nessa luta, dois mitos do box se enfrentavam e, dentre esses dois homens, um deles se tornaria referência no mundo do esporte. O palco da luta foi montado no gramado do estádio de futebol, Tata Raphael, na cidade de Kinshasa, capital do Zaire (atual República do Congo). Os olhos do mundo inteiro estavam voltados para aquele pedaço de chão africano. A luta entre Muhammad Ali e George Foreman seria assistida por milhões de pessoas ao redor do planeta. A luta começaria as três horas da madrugada para coincidir com o horário nobre nos Estados Unidos.

As 100 mil pessoas que lotavam o estádio, esperavam ansiosas pelo início da luta. George Foreman, estava na época com 25 anos, possuía 40 lutas no currículo e não havia sido derrotado em nenhuma delas. Era um verdadeiro gigante do mundo do box. Era daqueles adversários que ninguém gostaria de enfrentar. Foreman, era de longe, o favorito para aquela luta.

Dou outro lado, estava Mohamed Ali, estava com 32 anos. Das 44 lutas que havia travado, havia perdido duas. Era um ex-campeão que, ao que parecia, se encaminhava para um final melancólico de carreira. Durante todo o tempo que duração a preparação, em Kinshasa, Ali, provocou verbalmente e duramente o adversário.

Mesmo quando subiu ao ring, suas provocações a Foreman continuaram. A estratégia era deixar o rival mais nervoso do que havia ficado com as provocações feitas durante a fase de preparação e prolongar a luta para o maior tempo possível. Ali acompanhava as lutas de Foreman e sabia que os combates dele sempre terminavam no primeiro ou segundo round. Sabia também que, quanto mais a luta se prolongasse, mais as energias de Foreman se enfraqueceriam.

Mohamed Ali entregou o corpo para que George Foreman o agredisse. Era uma provocação e também uma estratégia. Usava o corpo para se esquivar dos golpes, apoiava-se as cordas para absorver os impactos dos socos. O público presente ao estádio, e também os que acompanhavam pela TV, duvidavam ainda mais de que Ali pudesse escapar daqueles golpes pesados.
Durante o sexto e sétimos rounds começou a reação. Chega, era hora de deixar de apanhar e partir para o ataque. Percebendo esse esboço de reação do ex-campeão, Foreman partiu para cima dele com a finalidade de definir a luta. A cada golpe desferido por Foreman, o público se entusiamava ainda mais, e já viam o título de campeão nas mãos dele.

Ali escapou de um desses golpes desferidos por Foreman e desferiu-lhe um golpe fatal no queixo, sem deixar-lhe a menor oportunidade de contra-ataque, levando-o a nocaute. Desabou, literalmente, um gigante do box. Ali esperou, quieto, como um coiote, estuda sua presa e, no momento oportuno, desferiu o golpe certeiro.


Com a vitória Muhammad Ali recuperou o título de campeão mundial que lhe havia sido tirado como punição por ele ter se recusado a lutar na Guerra do Vietnã. A recusa era justificável, pois Ali, havia convertido-se ao muçulmanismo e lutar na guerra ia contra os princípios da religião. 

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Descanse em paz, Ethan! Que a luz da estrela de Belém ilumine tua caminhada no mundo espiritual.

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 21:47
Quarta-feira, 29 de outubro


Há certas épocas do ano que deixam a pessoas mais sensíveis às causas sociais e ao encontro com o outro. É um sentimento de irmandade que se espalha por todo o planeta irradiando paz, alegria, felicidade e também, uma certa nostalgia. O Natal é um desses períodos abençoados, que conseguem mobilizar as pessoas e fazê-las sentir que ainda é possível fazer do mundo um lugar melhor, curar o mundo de seus males. Aqui, lembro-me das palavras de Michael Jackson, na música Heal The World (Curar o Mundo):

Há um lugar em seu coração,
e eu sei que é o amor,
e eu sei que este lugar poderia ser
muito mais brilhante que o amanhã”.

Talvez seja assim com o Natal, pois ele representa para a cristandade o nascimento da flor da simplicidade que brotou no solo fertil dos campos em meio a uma manjedoura, tendo como iluminação a luz das estrelas. O nascimento de Cristo, naquele humilde berço, contrastava em tudo com o brilho da coroa dos reis e com a suntuosidade de seus palácios. Quem iria imaginar que aquele humilde, frágil e risonho menino ainda iria vencer a arrogância de Roma e a força de suas legiões e tornar-se o maior e mais respeitado que todos os reis que jamais existiram em toda a história da humanidade?

Acostumamo-nos a ver, todos os dias, as manchetes de jornais repletas de violências, denúncias de corrupção, incompreensões, guerras e tantas outras coisas que nos deixam tristes. Porém, em meio a tudo isso nos vem, de vez em quando, histórias inspiradoras que fazem brilhar em nossos corações a luz da estrela de Belém.


Uma dessas belas histórias aconteceu na cidade norte-americana de West Jordan, no estado de Utah, condado de Salt Lake. Segundo o censo nacional de 2010, a cidade possui uma população de 103.712 habitantes. Obviamente, hoje, a população da cidade aumentou um pouco.

Em West Jordan, vive o pequeno Ethan Van Leuven, de 4 anos. Há dois anos o garoto foi diagnosticado com leucemia. Recentemente, os médicos comunicaram a família de que eles não desfrutariam mais por muito tempo, a presença física de Ethan. O menino teria pouco tempo de vida. "Os médicos disseram que ele tinha duas semanas de vida. Então pensamos que faríamos o melhor nos últimos dias dele conosco".

Em uma atitude comovente, a família do garoto resolveu trazer as luzes coloridas das árvores de natal, as apresentações teatrais, o papai Noel, a alegria e toda a magia do Natal, para o mês de outubro. Em vez de chorarem e lamentarem-se pela brevidade da partida do garoto, resolveram unir-se aos vizinhos e antecipar as celebrações natalinas.


Na semana passada, o sonho começou a tornar-se realidade. A casa e rua de Ethan, juntamente com todas as ruas e casas circunvizinhas, começaram a iluminar os pinheiros, a decorar as fachadas, a enfeitar as árvores de Natal, e outros adereços tão característicos desse período. Uma rádio da cidade passou a tocar músicas natalinas tornando outubro ainda mais dezembro.

Terminados os preparativos era hora da grande noite, da grande festa, e ela aconteceu na noite de 25 de outubro. Natal que se preze tem que ter a presença do Papai Noel e também da Mamãe Noel, e eles não poderiam faltar a esse momento tão especial. Um grupo de jovens encenou um auto de Natal, no qual rememoraram a lembrança do nascimento de Jesus.


Não foi possível a Papai Noel, trazer o trenó, — deve ser mesmo complicado, armar o trenó, assim de última hora — entretanto, para suprir essa lacuna, os bombeiros trouxeram o trenó deles e Ethan pode percorrer as ruas da cidade, no carro do Corpo de Bombeiros, admirando a encantadora e mágica iluminação natalina.

Os olhos do pequeno Ethan reluziam tais quais as estrelas que reluziram sobre a gruta de Belém, por ocasião do nascimento do menino Jesus… E brilharam mais ainda quando foram abertos os presentes.

Também a celebração do aniversário do garoto fora antecipado. Em comemoração a esse momento, também especial, a comunidade juntou forças de solidariedade e organizou um desfile com a presença de personagens do mundo lúdico como Indiana Jones e Darth Wader.

Essa não foi a primeira vez que uma cidade norte-americana realiza gestos de tamanha grandeza. Um dos grandes polos turísticos norte-americanos, a cidade de San Francisco, na Califórnia , também já viveu seus dias de fantasia, e sentiu a força da solidariedade. Foi em novembro de 2013.


Miles Scott, um garoto de cinco anos, travava uma batalha contra a leucemia desde que tinha apenas 1 ano e meio de idade. Felizmente, a doença regrediu e, em comemoração, o pequeno Miles, virou o Bartkid, com uma missão importante: Salvar São Francisco, digo Gotham City, dos inimigos da sociedade. Miles vestiu-se com a roupa de seu herói preferido, o Batman, e foi a luta.

O evento que transformou San Francisco, foi organizado pela Ong Make a Wish, e contou com valiosa colaboração da prefeitura da cidade, da polícia, da imprensa, de patrocinadores e da comunidade em geral. O evento teve uma repercussão muito maior do que esperavam os organizadores. Foram convocados pela Make a Wish, inicialmente, 200 voluntários, mas com a ajuda da Internet e fenômeno das redes sociais, o evento ganhou tal destaque, que o número de participantes foi estimado em dez mil pessoas.


Naquele dia de sonhos, o pequeno Miles, em um Batmóvel, vestido com a capa e a máscara do Batman ajudou o departamento de polícia de San Franciso, que naquele dia, tornou-se, como num passe de mágica, no departamento de polícia de Gotham City, a resolver uma série de crimes e a ajudar pessoas em perigo de vida. Um dos grandes inimgos do Batman, o Coringa, também apareceu por lá, tentando assaltar um banco, e foi derrotado pelo homem morcego. Ao final, ainda recebeu, na Câmara Municipal, as chaves da cidade, entregues pelas mãos do prefeito e do chefe de polícia de Gotham City.

Por estes e outros exemplos, ainda é possível sonhar. Ainda inspirado na canção de Michel Jackson, eu digo: Cure o mundo, torne-o um lugar melhor para você, para mim e para a humanidade inteira. Há várias maneiras de fazer isso, se você, realmente, se importa com aqueles que caminham ao seu lado. Basta apenas abrir um pequeno espaço de esperança no meio da guerra, e fazer do mundo um lugar melhor para nós todos.



A família de Ethan anunciou nesta terça-feira (28), que o menino havia, finalmente, ido descansar nos átrios da mansão celestial. Irá descansar e brincar com o coro dos anjos, após uma existência tão curta e, ao mesmo tempo tão atribulada.

Nas redes sociais, Merrill Van Leuven, pai do garoto, escreveu: "A todos os nossos queridos amigos, nosso pequeno Ethan faleceu esta manhã às 10h20m. Ethan está em paz agora e não vai mais lutar contra a doença".

A mãe de Ethan, Jen, também usou as redes sociais para se manifestar a respeito da morte do garoto: “Estamos gratos por ter tido a bênção de tê-lo conosco em sua curta vida e pelo impacto que ele era era capaz de causar em tantas pessoas. Temos uma imagem de Ethan feliz e em paz".


Aonde quer que você esteja pequeno Ethan, faço votos de que possas correr, pular e brincar nos jardins da mansão celestial. Só lhe peço que não se esqueças de pedir ao Deus Todo Poderoso, que olhe para todas as crianças que enfrentam batalhas como a que você enfrentou.

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Pedido de extradição de Henrique Pizzolato é negado pela justiça italiana

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 19:20
Terça-feira, 28 de outubro

Desde o dia 05 de fevereiro, que aguardava-se uma decisão da justiça italiana sobre o processo de extradição de Henrique Pizzolato, um dos condenados pela justiça brasileira, por envolvimento no esquema do mensalão. Hoje, a A Corte de Apelações do Tribunal de Bolonha, negou esse pedido. Abaixo, compartilho matéria publicada pelo jornal  O Globo.

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Corte de Bolonha nega pedido de extradição de Pizzolato, condenado pelo mensalão

AGU vai recorrer Ex-diretor de marketing Banco do Brasil deverá ser solto até quarta-feira

POR O GLOBO (Rio)

A Corte de Apelações do Tribunal de Bolonha, na Itália, negou nesta terça-feira o pedido, feito pelo governo brasileiro, de extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão no processo do mensalão. Pizzolato fugiu para a Europa após a sua condenação no Supremo Tribunal Federal.

A Advocacia Geral da União (AGU) já informou que pretende recorrer da decisão à Corte de Cassação, em Roma. Mas, enquanto isso, o ex-diretor do BB vai aguardar a decisão em liberdade. Ele deverá ser solto até quarta-feira e deve voltar para sua casa em Maranello, na Itália.

Após cinco horas de audiência, a Justiça italiana decidiu que Pizzolato não poderia ser devolvido ao Brasil diante das más condições das prisões brasileiras, do estado de saúde dele e por ele ter cidadania italiana. Segundo a defesa, o réu tem "graves problemas psiquiátricos".

Os advogados ainda argumentaram que o Brasil desrespeitou a Convenção Americana Sobre Direitos Humanos, conhecida como Pacto de São José da Costa Rica, da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Um dos tópicos do artigo 8 do pacto, sobre garantias judiciais, diz que toda pessoa acusada de delito tem direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior. Outro artigo, o 25, estabelece que os Estados Partes se comprometem a desenvolver as possibilidades de recurso judicial, o que não aconteceu no julgamento do mensalão no STF, por ser esta a última instância da Justiça no Brasil. O país promulgou a convenção em 1992.

Participaram da audiência integrantes do Ministério Público italiano; um representante da Advocacia Geral da União (AGU), dois advogados do escritório italiano contratado pela AGU; advogados de defesa de Pizzolato; e um procurador e uma assessora do gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O Ministério Público da Itália havia se posicionado de forma favorável à extradição no primeiro semestre deste ano. E, em maio, a Justiça do país europeu rejeitou o pedido da defesa para que ele pudesse aguardar em liberdade a decisão sobre o processo de extradição.

O secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, pediu à Procuradoria-Geral da República e à Advocacia Geral da União (AGU) que recorram contra a decisão da Corte de Bolonha de rejeitar o pedido de extradição de Pizzolato. Segundo o secretário, é importante adotar todas as medidas cabíveis para esclarecer todas as dúvidas pendentes da Justiça italiana sobre o caso.

- Temos que expressar com o nosso máximo esforço a importância emblemática desse caso para o Brasil - disse Abrão ao GLOBO.

CONDENAÇÃO NO MENSALÃO

Pizzolato foi condenado pelo Supremo a 12 anos e sete meses de prisão, além do pagamento de multa de R$ 1,3 milhão, no julgamento do mensalão. Os crimes apontados na condenação são corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Em setembro de 2013, ele fugiu do Brasil e foi para a Itália com um passaporte italiano falso no nome do irmão, Celso, morto em 1978. O ex-diretor do BB foi preso em Maranello, no Norte da Itália, em 5 de fevereiro.


Cidadão italiano, ele ficou preso durante todo o processo no presídio Sant’Anna di Modena, na cidade italiana de Modena, conhecida na Itália como “prisão de ouro”, por conta dos altos custos envolvidos em sua construção, na década de 1980. Em fevereiro, quando Pizzolato foi preso, a penteniária abrigava quase 600 presos, quando foi construída inicialmente para receber 221.

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Uma presidente reeleita e um país que se dividiu em intenções de votos

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:00
Terça-feira, 27 de outubro


Terminou neste domingo uma das campanhas mais emocionantes, mais disputadas e mais cheia de altos e baixos, desde 1989, quando Luís Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Collor de Mello (PSDB), protagonizaram uma disputa ferrenha pela presidência do país. Naquela ocasião, Fernando Collor, venceu as eleições com 53,03% dos votos, o que equivalia a 35.089.998 e Lula obteve 46,97%, equivalentes a 31.076.364 votos.

Naquela época, vivíamos uma situação de democracia incipiente. Acabávamos de sair do jugo da mão opressora da ditadura militar. Era a primeira eleição direta após os anos de chumbo. Vinte e dois candidatos concorreram ao pleito que acabou se definindo em torno de dois nomes principais: Fernando Collor e Lula. O primeiro era a grande novidade das eleições e candidatou-se pelo PRN, um partido pequeno, quase desconhecido da maioria dos brasileiros, mesmo assim, começou a liderar as pesquisas já em abril daquele ano. Collor vinha com um discurso agressivo contra o governo de José Sarney, que havia herdado o cargo de presidente, após a morte de Tancredo Neves, que por sua vez, havia sido eleito através de eleições indiretas. O jovem político do PRN construiu a imagem de político jovem, arrojado, independente, empreendedor. Ganhou a alcunha de “Caçador de Marajás” e o Brasil viu surgir um fenômeno eleitoral.

O candidato do PT, Luís Inácio Lula da Silva, era dirigente sindical e tinha atuação muito forte nessa área, principalmente, em São Bernado do Campo e região. Havia concorrido às eleições para o governo de São Paulo em 1982 e havia sido derrotado. Em 1986, elegeu-se deputado federal, pelo estado de São Paulo, sendo o mais votado naquele ano.

Assim que Collor assumiu, os brasileiros viram que eleger o Caçador de Marajás, não tinha sido uma boa ideia. O novo presidente confiscou o saldo das contas de poupança bancárias com o objetivo de conter a inflação. A medida, altamente impopular, destruiu a vida de muita gente. Em 29 de dezembro de 1992, Fernando Collor renunciou, após um processo de impeachment, cuja investigação levou vários meses. O presidente renunciou na tentativa de escapa a cassação do mandato, mas de nada adiantou, pois os senadores, em votação quase unânime, cassaram seus direitos políticos por oito anos.


No que ficou conhecido como “caso PC Farias”, foi revelado que havia, por parte do governo, lavagem de dinheiro no exterior. Também vieram à tona, denuncias de empréstimos fraudulentos para financiar a campanha de 1989, bem como desvio de dinheiro para pagar despesas pessoais do presidente. Tudo isso, através de empresas de fachada operadas por Paulo Cesar Farias. Analisando hoje, o que acontece nas cavernas de Brasília, os atos fraudulentos praticados por Collor de Melo, tornam-se “brincadeira de criança”. 

Tal como a eleição deste ano de 2014, a eleição daquele ano de 1989, que resultou na eleição de Collor, teve direito a segundo turno, sobe e desce nas pesquisas e ataques pessoais. 

A campanha que se encerrou com a votação em segundo turno, neste domingo, teve um script bem-parecido com a eleição de 1989, com direito a uma pitada de tragédia, com a morte de Eduardo Campos e seus assessores, em agosto. A ascensão e queda de Marina foi outro fator marcante e que embaralhou as cartas do jogo  político.

O advento do horário de verão, iniciado no domingo (19), nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ajudou a tornar ainda mais em expectativa esse momento. Os números da eleição presidencial só podiam ser conhecidos depois de todos os estados finalizarem a votação. Imaginava-se que quando os resultados começassem a ser divulgados já fosse possível saber quem era o candidato eleito. Mas quem disse que foi assim. Às oito horas da noite, em ponto, estava eu em frente a TV,  querendo saber quem tinha sido eleito. Enfim, os números começaram a ser divulgados e, para surpresa de todos, a diferença entre os dois candidatos era minima e não dava para saber quem iria subir a rampa do planalto, embora Dilma apresentasse ligeira vantagem.

Ficou aquela briga de números, e só foi estabelecido  um veredicto quando já tinham sido apuradas cerca de 96% das urnas. Dilma Rousseff obteve um total de 54.501.118 votos, perfazendo a somatória de 51,64% do total de votos apurados. Aécio Neves apareceu em segundo lugar, com um total de 51.041.155, somando 48,36% do total.


Festa no norte e nordeste e tristeza no sul e sudeste. Digo alegria em uns e tristeza em outros, pois o mapa do Brasil ficou nitidamente dividido. Dilma obteve vitória nos estados do norte e nordeste — sendo que a vitória no Nordeste foi esmagadora — e Aécio no Sul e Sudeste. Analistas políticos dizem, e eu concordo plenamente, que o nordeste brasileiro e o estado de Minas Gerais, berço político de Aécio Neves, foram um divisor de águas nessa campanha, responsável pela vitória de Dilma.

Por darem a vitória a Dilma Rousseff, os eleitores dos estados nordestinos foram bastante atacados nas redes sociais com expressões que beiravam o preconceito. Aqui, como nordestino que sou, saio em defesa do povo do nordeste. Acho que vivemos em uma democracia e as pessoas têm todo o direito de expressarem suas opiniões. Se há que eleger algum culpado nessa história, que sejam os que lavaram as mãos, e assim o fazendo, agiram como pilatos, omitindo-se. Falo dos 30.137.479 eleitores eleitores que se abstiveram de votar e dos que se deram ao trabalho de sair de casa para votar em branco ou nulo. Os pilatos brasileiros perfizeram um total de 37.707.979. Quanto voto inútil que poderia ter mudado a eleição! Portanto, não é nos nordestinos em quem se deve colocar a culpa pela vitória do PT.

Claro, os eleitores da presidente Dilma, em todos os recantos do país, se regozijaram.

Passada a campanha, é hora de pensar no Brasil. No discurso que fez por ocasião da reeleição, Dilma sinalizou com a proposta de diálogo que proporcione a governabilidade. Um presidente, ou presidenta, não governa sozinho. Precisa do apoio dos deputados, senadores, e governadores.

A presidente reeleita terá bastante trabalho e ocupação. Em meio a uma economia em crise, é preciso retomar o crescimento do país. Além disso, e dos dados referentes a educação, desmatamento, e economia que foram colocados debaixo do tapete para não atrapalhar o desempenho da presidente na campanha, ainda há as denúncias do escândalo na Petrobrás.

Ficamos nós, brasileiros, em meio ao fogo cruzado, esperando que tudo dê certo e que o barco não naufrague.

Quanto a mim, enquanto cidadão pertencente a essa nação verde e amarela, só me resta desejar que Dilma Rousseff faça um bom governo e parabenizá-la pela vitória.

Parodiando o poeta Cazuza, eu diria, que, se os meus heróis não morreram de overdose de drogas e álcool, eles, com certeza, estão experimentando uma overdose de poder… E estão gostando disso exageradamente… E overdose mata de qualquer modo seja o corpo, seja o ideário.

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Dilma faz discurso de campeã de uma disputa emocionante

Posted by José Flávio Santos de Carvalho on 00:44
Segunda-feira, 27 de outubro


“Boa noite”! Disse a presidente recém-eleita, Dilma Rousseff, dirigindo-se a militância petista, reunida em um hotel em Brasília. Ela foi para o local quando as urnas davam como certa a sua reeleição. Ela venceu a disputa com um total de 51,4% dos votos válidos e Aécio Neves, obteve 48,36%. Dilma estava ao lado do ex-presidente, Luiz Inácio da Silva, e do vice-presidente, Michel Temer. O microfone que usava apresentou problemas de microfonia e ela pediu aos técnicos, de forma suave, quase imperceptível, que resolvessem o problema. Enquanto isso, a militância, gritava:

É um, é dois, é Dilma outra vez! É um, é dois, é Dilma outra vez!

Boa noite! Disse, a presidente, ainda com problemas de microfonia. Eu queria cumprimentar a todos aqui. Agradecer a cada um de vocês e a cada uma de você. Começo saudando o presidente Lula, (enfática), o presidente Lula.

A militância interrompeu o discurso, gritando: Lula, eu te amo! Lula eu te amo!

Dirijo meu cumprimento e minha saudação ao vice-presidente, Michel Temer...

Michel! Michel! Gritava entusiasmada a militância.

... Queria cumprimentar a vice-primeira dama, a nossa querida, Marcela. Cumprimentar os presidentes dos partidos de minha coligação... A presidente foi citando nominalmente os nomes dos presidentes dos partidos que a apoiaram. Em seguida, continuou:

... Cumprimento aqui os ministros de estados, os governadores, os deputados federais, os senadores, que me honram com a sua presença. Senhoras e senhores, jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas. Senhoras e senhores, minhas amigas e meus amigos. Chegamos...

Os militantes petistas faziam um barulho insuportável, tornando insustentável a fala da presidente.

... Eu vou pedir um pouquinho de silêncio, porque a minha voz se foi. Então, eu estou aqui usando um restinho de voz. Peço que vocês me deem uma força...

Era como se não tivesse dito nada, o barulho continuou ensurdecedor. Enquanto isso, a presidente, esperava, com expressão impaciente, para recomeçar.

... Então, eu peço uma força para vocês...

Como o barulho não diminuiu,a presidente continuou, elevando um pouco o volume de voz.

... Minhas queridas, meus amigos e minhas amigas, chegamos ao final de uma disputa que mobilizou intensamente todas as forças do nosso país, da nossa nação. Como vencedora dessas eleições históricas, eu tenho, simultaneamente, palavras de agradecimento e de conclamação. Agradeço ao meu companheiro de chapa, parceiro de todas as horas, meu vice, Michel Temer. Agradeço aos partidos políticos e sua militância que sustentaram nossa aliança e foram decisivos para nossa vitória. Agradeço a cada um e a cada uma dos integrantes dessa militância combativa, que foi a alma, que foi a força dessa vitória, e agradeço, sem exceção, a todos os brasileiros e brasileiras.

Eu faço um agradecimento, do fundo do meu coração, ao militante número um das causas do povo e do Brasil, o presidente Lula...

A militância presente ao ambiente manifestou-se novamente. É sempre assim: O nome de Lula possui um mágico efeito sobre a militância petista. Entusiasmados, eles cantavam a música que marcou as campanhas presidenciais do ex-presidente. “Olé, olé, olá, Lula, Lula”. Muitos gritos e aplausos. A presidente teve, nesse momento, dificuldade em retomar o discurso.

... Conclamo, sem exceção, a todas as brasileiras e a todos os brasileiros para nos unirmos, em favor do futuro de nossa pátria, de nosso país, e de nosso povo. Não acredito, sinceramente, do fundo de meu coração, que essas eleições tenham divido o país ao meio. Entendo sim, que elas mobilizaram ideais e emoções, às vezes, contraditórias, mas movidas por um sentimento comum: a busca de um futuro melhor para o país.

Em lugar de ampliar divergências, de criar um fosso, tenho forte esperança de que a energia mobilizadora tenha preparado um bom terreno para a construção de pontes. O calor liberado no fragor da disputa pode e deve agora ser transformado em energia construtiva de um novo momento no Brasil. Com a força desse sentimento mobilizador é possível encontrar pontos em comum, e construir com eles, uma primeira base de entendimento para fazermos o nosso país avançar.

Algumas vezes na história, resultados apertados — aqui, a presidente se referia a pequena margem de diferença de votos que a fez ser eleita — produziram mudanças mais fortes e mais rápidas do que vitórias muito amplas. É esta a minha esperança, ou melhor, a minha certeza do que vai ocorrer a partir de agora no Brasil. O debate das ideias, o choque de posições pode produzir espaços de consensos capazes de mover nossa sociedade na trilha de mudanças que tanto necessitamos. Minhas primeiras palavras são, portanto, de chamamento à paz e à união.

Nas democracias maduras, união não significa, necessariamente, unidade de ideias, nem ação monolítica conjunta, pressupõe, em primeiro lugar, abertura e disposição para o dialogo. Essa presidenta está disposta ao dialogo, e é esse o meu primeiro compromisso de segundo mandato: dialogo. Minhas amigas e meus amigos, toda eleição tem que ser vista de uma forma pacífica e segura de mudança de um país. Toda eleição é uma forma de mudança, principalmente, para nós que vivemos em uma das maiores democracias do mundo...

Quando...

A militância voltou aos gritos exaltados de “Dilma”, “Dilma”

... Quando uma reeleição se consuma, ela, a reeleição tem de ser entendida como um voto de esperança dado pelo povo na melhoria do governo. Voto de esperança é o que e uma reeleição, muito especialmente, na melhoria dos atos dos que, até então, vinham governando. Eu sei que é isso que um povo diz quando reelege um governante.

Foi o que eu escutei nas urnas, por isso quero ser uma presidenta muito melhor do que fui até agora...

Aplausos e gritos entusiastas.

... Quero ser uma pessoa...

Mais gritos entusiastas que fizeram, mais uma vez, a presidente interromper o discurso.

... Quero ser uma pessoa ainda melhor do que tenho me esforçado por ser. Esse sentimento de superação deve, não apenas, impulsionar o governo e a minha pessoa, mas toda a nação. O caminho é muito claro. Algumas palavras e temas dominaram essa campanha. A palavra mais repetida, mais dita, mais falada, mais dominante foi: mudança. O tema mais amplamente invocado foi: reforma.

Sei que estou sendo reconduzida a presidência para fazer as grandes mudanças que a sociedade brasileira exige, naquilo que meu esforço, meu papel e meu poder alcançam. Podem ter certeza: estou pronta a responder essa convocação. Direi sim a esse sentimento, que vem do mais profundo da alma brasileira. Sei da força e das limitações que tem qualquer presidente. Sei também do poder que cada presidente tem de liderar as grandes causas populares, e eu o farei.

            A minha disposição...

Dilma, Dilma.... Olé, olé, olá, Dilma, Dilma...

... A minha disposição mais profunda é liderar da forma mais pacifica... “Por favor gente. Eu não posso gritar mais. Eu não consigo”, disse Dilma, diante de mais uma manifestação da militância partidária.

... A minha disposição mais profunda é liderar da forma mais pacifica e democrática, esse momento transformador. Estou disposta a abrir um grande espaço de dialogo em todos os setores da sociedade para encontrar as soluções mais rápidas para os nossos problemas.

Minhas amigas e meus amigos, aqui presentes, e todos os que estão nos escutando, e a todo o povo brasileiro. Entre as reformas, a primeira e mais importante, deve ser a reforma política...

Dilma Rousseff teve de interromper, mais uma vez, o discurso, pois naquele momento, os petistas gritavam: “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo. O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.  Na verdade, os gritos da militância, não se dirigiam em especial aquele veículo de comunicação, e sim, a imprensa de um modo geral. Lembremos-nos que, no sábado, um grupo de cerca de duzentas pessoas promoveu um quebra-quebra no prédio da Editora Abril, grupo responsável pela publicação de Veja. Veja trouxe essa semana, reportagem na qual o doleiro Albert Youssef, diz que Dilma e Lula sabiam dos escândalos na Petrobrás. Dilma e Lula negam as acusações.

... Meu compromisso, continuou a presidente, visivelmente embaraçada, meu compromisso, como ficou claro durante toda a campanha é deflagrar esta reforma, que é responsabilidade constitucional do Congresso, e que deve mobilizar a sociedade num plebiscito, por meio de uma consulta popular. Como instrumento dessa consulta, o plebiscito, nós vamos encontrar a força e a legitimidade exigida nesse momento de transformação para levarmos à frente, a reforma política.

Quero discutir esse tema profundamente, com o novo Congresso Nacional e com toda a população brasileira, e tenho convicção de que haverá interesse de setores do Congresso, de setores da sociedade, de todas as forças ativas na nossa sociedade para abrir uma discussão e encaminhar as medidas concretas. Quero discutir igualmente, com todos os movimentos sociais e as forças da sociedade civil.

Quando cito a reforma política, não significa — nesse momento, alguém entrega a presidente, um novo microfone — que eu não saiba a importância das demais reformas que temos também a obrigação de promover. Gente, esse microfone tá uma beleza... — diz a presidente, interrompendo o próprio discurso, empolgada com o novo microfone — ... Foi bom. Agora, eu seguro falar.

Terei também, um compromisso rigoroso com o combate à corrupção, fortalecendo as instituições de controle e propondo mudanças na legislação atual para acabar com a impunidade que é a protetora da corrupção. Ao longo da campanha anuncie medidas que vão ser muito importante para que a sociedade brasileira, e o país como um todo, enfrentem a corrupção e acabem com a impunidade.

Promoverei também, com urgência, ações localizadas, em especial, na economia para retomarmos nosso ritmo e crescimento. Continuarmos garantindo os níveis altos de emprego e assegurando também a valorização dos salários. Vamos dar mais impulsos a atividade econômica em todos os setores, em especial no setor industrial.

Quero a parceria de todos os seguimentos, setores, áreas produtivos e financeiros, nessa tarefa que é responsabilidade de cada um de nós, brasileiros e brasileiras. Segurei, combatendo com rigor, a inflação e avançando no terreno da responsabilidade fiscal. Vou estimular, o mais rápido possível, o dialogo e a parceria com todas as forças produtivas do país. Antes mesmo do início do meu próximo governo, eu prosseguirei nesta tarefa. Mais que nunca, é hora de cada um e de todos nós, acreditarmos no Brasil, de ampliar nosso sentimento de fé nesta nação incrível, a quem nós temos o privilégio de pertencer e a responsabilidade de fazê-la cada vez mais prospera e mais justa. O Brasil, esse nosso querido país, saiu maior dessa disputa, e eu sei da responsabilidade que pesa sobre os meus ombros. Vamos continuar construindo um Brasil melhor, mais inclusivo, mais moderno, mais produtivo. Um país da solidariedade e das oportunidades. Um Brasil que valoriza o trabalho e a energia empreendedora. Um Brasil que cuida das pessoas       com um olhar especial para as mulheres, os negros e os jovens. Um Brasil cada vez mais voltado para a educação, para a cultura, para a ciência e inovação.

Vamos nos dar as mãos e avançar nessa caminhada que vai nos ajudar a construir o presente e o futuro. O carinho, o afeto, o amor e o apoio que recebi nesta campanha me dão energia para prosseguir em frente com muito mais dedicação. Hoje estou muito mais forte, mais serena e mais madura para a tarefa que vocês me delegaram.

Brasil, mais uma vez, esta filha tua não fugirá da luta. Viva o Brasil! Viva o povo brasileiro!

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